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The Big Bang Theory

Howard, Leonard, Penny (o contraste), Sheldon e Raj.

Howard, Leonard, Penny (o contraste), Sheldon e Raj.

Faz um tempinho que venho acompanhando a nova série da Warner, The Big Bang Theory, por motivos que dispensam comentários. O sitcom, produzido por Chuck Lorre (Two and a Half Man) e Bill Prady (Gilmore Girls) estreou no Brasil dia 06/11/07, e atualmente está na primeira temporada, com 11 episódios. O próximo sai do forno dia 14 desse mês.

Muita gente não ficou satisfeita com o meio como o “nerdismo” é abordado na série. Acharam por exemplo o Sheldon exagerado demais, as piadas de exatas muito freqüentes e muitas vezes forçadas (isso eu também achei). O que acontece é que no Brasil, aquele tipo de nerd é raríssimo. Aquele esteriótipo é uma coisa que ocorre mais lá pra cima, embora eu me identifique muito com um pouco de cada um personagem (tirando a Penny, heh).

Sem contar que muitas vezes aquilo arremete aos nerds da década de 80, os rotulados exatóides sem vida social (que, embora muitos pensem o contrário, ainda não foram extintos). Sem contar também que nerd hoje é um “emblema” bem complexo, subtipos, subespécies, subtribos (ou seja lá como queira chamar) se formaram, sendo meio difícil delinear as coisas. Mas uma coisa creio que todos podemos concordar: os nerds representados na série são bem clássicos, e já explico o porquê.

A ambientação é bem simples, olhando por cima. Leonard Hofstadter (Johny Galecky) e Sheldon Cooper (Jim Parsons) são dos amigos, físicos (é…) que dividem um apartamento. Os dois são o que podemos dizer de “geniais”. Ambos têm por volta de 26 anos e já possuem doutorado e tudo o mais, adoram trocadilhos de física e outros que exaltem sua inteligência superior (principalmente o Sheldon). Esse ponto eu achei interessante por um lado, e completamente forçado por outro. Poderiam colocar uns nerds comuns ao invés dos dois gênios. E também, como sabemos hoje em dia, genialidade e nerdismo são conceitos que já não andam tão juntos (embora sejam referência).

Protagonistas. Heh.

Os protagonistas. Heh.

Um dia uma vizinha gostosa, loira e comum, Penny (Kaley Cuoco) se muda pro apartamento da frente, e aí que a trama se inicia. Os dois inicialmente não têm a mínima idéia de como interagir com a dona, e ela, muito inocente nesse ponto, nunca entende o que os dois tentam falar, já que são “os gênios” e gostam de “falar complicado” e aquilo tudo. Mas aí que tá um dos pontos mais legais da série: a Penny tentando entender o que o povinho nerd diz. Esse choque de dois mundos é bem interessante, ainda mais quando sabemos que, GERALMENTE, esses dois tipos sociais não interagem. TBBT joga isso na tela, e o resultado é até engraçado.

Primeiro contato...Penny sentando no lugar do Sheldon (parte hilária).

“Penny…thats where I sit.”

Ainda temos os outros dois nerds que completam o quarteto, os também cientistas (duh) Rajesh Koothrappali (Kunal Nayyar) e Howard Wolowitz (Simon Helberg). Vou fazer uma descrição rápida dos tipos:

Sheldon: O meu favorito, o mais genial, engraçado e “all-around”. É, dos quatro, certamente o que tem mais trejeitos e lança mais piadas. Da parte “all-around” refiro-me aos gostos do cara, que abrangem todos aqueles subtipos e afins que citei mais acima. É também o mais sistemático de todos, tem umas manias paranóicas de organização como por exemplo, classificar os cereais na cozinha em ordem crescente de quantidade de fibras, ter um lugar especial no sofá onde só ele senta devido a certos fatores preestabelecidos (quem assistir, verá) e etc. Peça fundamental da série, juro que assisto mais por causa dele.

Leonard: Também é all-around como o Sheldon, porém em menor intensidade. Não tenho muito que falar do Leonard, particularmente acho-o meio sem graça (exceto pelos constantes “crossover” com o Sheldon). Ele é o que arrasta asinha pra Penny, ou seja, é um burro.

Howard: Esse é interessante! Facilmente identificável como o gamer da turma (percebi de cara), logo no primeiro episódio ele aparece usando um cinto com fivela de controle de NES, tenta seduzir a Penny com seu Night Elf Hunter no WoW…no episódio 3, é provavelmente o líder da raid que eles estavam fazendo, também no WoW (um WoW fictício, ta bom) além de trabalhar com Biorobótica, uma coisa acaba puxando a outra. Ele também é o mais ligado em Internet dos quatro, e representante da blogosfera, também. Mora com a mãe, aquele tipo de mãe que trata o filho como se ainda não tivesse asas pra voar, sabe? Por esses motivos me identifiquei bastante com o Howard, exceto pela vestimenta do cara, que é simplesmente bizarra, o fato de ser judeu e ser o galanteador da parada (ou metido a galanteador…).

Raj: Embora eu não vá muito com a cara do Raj, acho que gosto mais dele do que do Leonard. Raj tem um problema psicológico interessante: não consegue falar com mulheres, exceto quando bebe (minor spoil do epi. 8). Como o próprio diz, é o “estrangeiro” da turma, e que por qualquer motivo entende as piadas dos colegas como racistas e etc.

Pra finalizar, aqui vai a lista dos episódios até então:

  1. Pilot
  2. The Big Bran Hypothesis
  3. The Fuzzy Boots Corollary
  4. The Luminous Fish Effect
  5. The Hamburger Postulate
  6. The Middle Earth Paradigm
  7. The Dumpling Paradox
  8. The Grasshopper Experiment
  9. The Cooper-Hofstadter Polarization
  10. The Loobenfeld Decay
  11. The Pancake Batter Anomaly
  12. The Jerusalem Duality (dia 14)

Site: http://www.cbs.com/primetime/big_bang_theory/

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