Aos nerds que lêem isso aqui:

Eu me pergunto às vezes: o que faz uma pessoa nerd? Sabe, muitas das coisas que nós gostamos são resquícios do passado, e às vezes até sofrem influência direta. Pode-se dizer que um nerd seria um cara que estagnou no tempo, ainda não adquiriu gostos adultos?

“Mas pera lá, eu sou um tipo de nerd de tem uns gostos maduros, cara!” Bom…você pode assumir isso pra si, porém um “adulto comum”, devidamente implementado nos paradigmas da sociedade de dizem respeito às características de um ser adulto sociável, certamente riria ou acharia ridículo se você dissesse que fica sábado em casa assistindo Heroes ao invés de tomar uma cervejinha com os amigos do trabalho e discutir sobre a possibilidade daquela nova secretária do chefe estar sexualmente disponível.

Certo, vamos assumir que somos “eternas crianças” então? Vai dizer que não? Uma boa porcentagem dos nossos gostos são relacionados a coisas que crianças de 10 anos cultuam. Eu, por exemplo, ficaria extremamente confortável conversando sobre o possível novo Fire Emblem que vai sair pra DS com um pirralho de 10 anos que está igualmente bem informado e gosta de Fire Emblem tanto quanto eu. Ficaria igualmente confortável se o mesmo pivete tirasse do bolso uma fita de Pokémon Diamond e começasse a trocar comigo os pokémons únicos da versão dele.

Claro que tem um limite pra isso. Talvez o pivete não tenha todo o conhecimento técnico que eu, nerd, tenho acerca dos jogos. Mas ele é apenas um pivete, um potencial nerd ou (as probabilidades e experiências de vida apontam) um potencial mano.

Somos infantis? Você aí, que curte HQ, sentiria inveja se um moleque de 12 anos mostrasse sua coleção, e você visse que é maior que a sua? Somos infantis ou apenas crescemos sem deixar de lado a diversão, a parte mais legal da vida? Creio que uma das diferenças de um nerd pra um ser humano normal é que não optamos por outro tipo de diversão a não ser aquele que nos agradou e ainda agrada da mesma forma. Geralmente as outras pessoas mudam de gostos gerais, se adaptando a um novo estilo de vida carregado pela idade e pressão social. Eu por exemplo tinha um colega que, até a oitava série, era tão quanto ou até mais nerd que eu e que, dois anos depois, se tornou um típico moleque qualquer do ensino médio. Ele mudou de colégio, e pra não ser rejeitado pelo povo, mudou completamente.

As pessoas não entendem que é possível ser nerd e ser um humano normal, daqueles sem graça. Começam a crescer e pensam coisas como “porra, to ficando adulto, tenho que começar a parar de ver desenho, ler HQ”. E é engraçado encontrar essa mesma pessoa depois de anos, toda “mudada” e ver como ela ainda tem a “pegada”, coversa alegremente sobre os velhos papos de nerd, e depois na roda de amigos, vira outra pessoa.

Lamentável. Bom, o meu conselho é que levemos essa vida totalmente foda/divertida/sedenta de conhecimento que todos nós levamos, porque “é isso que a vida tem de melhor”.

Revivendo o Dual Screen

Devido ao vício em estado patológico que eu alimentava no WoW, eu deixei meu DS um pouco de lado. Agora que as aulas começaram eu fui “esporrado” desse MMORPG dos infernos, pelo menos por enquanto. É necessário uma boa parcela da tua mente/corpo pra aguentar a porrada de uma faculdade. E eu fico pensando ano que vem, que eu pretendo fazer DUAS. Então, essa foi a chance que eu precisava pra me apegar mais ao meu portátil, este que é conhecido por ter uma penca de jogos casuais, ”instant fun”, justamente o que eu preciso agora.

Tudo começou segunda-feira, quando de repente eu vi minha vida como uma grande poça de merda dentro daqueles banheiros “cavados” naqueles quintais ribeirinhos. Uma merda esquecida no fundo do quintal. Realmente, uma boa parcela das coisas anda dando muito errado por aqui. Justamente nesse dia meu amigo, que também tem um DS, resolve me emprestar o R4 dele, contendo uns 20 jogos. Foi o suficiente pra eu esquecer os problemas quase que instantâneamente. Aí dane-se tudo né…como disse um amigo meu, vou ”fall in love” com o meu DS.

Começamos a jogar já na sala de aula, na hora do intervalo. Elite Beat Agents.

Eu sempre tinha preconceito com esse jogo, não sei bem por que. Talvez uma mistura das imagens que eu via, junto com as músicas contidas lá que outro amigo meu comentava. ”Um jogo de ritmo com YMCA? E o povo acha legal? Mas que diabos?”, eu pensava. Isso até começar a dar as primeiras batidinhas rítmicas com a stylus. Esse jogo realmente merece um review aqui. Tô totalmente viciado. Cheguei depois da aula e fui logo jogar no R4 do meu amigo. Testei um monte de jogo que tinha lá, incluindo Contra 4, Final Fantasy XII…mas o vício ficou mesmo por conta do E.B.A.

Aí ONTEM de manhã eu acordei pra receber o meu salário atrasado e me dirigi à querida rua Marcílio Dias aqui do inferninho (Centro de Manaus) pra adquirir o meu R4. Mas, misteriosamente, a loja que antes vendia não vende mais. Talvez tenham colocado as caixas em vitrines mais afastadas da rua, ou coisa parecida. Mas eu nem vi. Daí nem pensei duas vezes, fui em uma outra loja que eu já sou cliente e comprei meu Pokémon Pearl.

Que por sinal já tá com 6 horas de jogo, desde ontem à tarde. Pra um gamer como eu, isso é ridículamente pouco, mas sabe como é né. Aula. Livros pra ler. Dentre outras coisinhas que chupam o tempo. Mas eu sempre arranjo um tempo pras minhas nerdices, afinal…

O que eu tenho a dizer sobre o Pearl antes de um possível review seria…óbvia e significativa melhoria gráfica, sonora e musical (acabaram-se as melodias enjoadinhas, agora tá até mais ”adulto”), muita coisa nova (formar grupos, ”dress-up pokemon”, dentre outras), muitas funcionalidades novas, proporcionando um gameplay quase que totalmente novo, com o uso da touch screen (mesmo ainda sendo possível realizar tudo pelo bom e velho direcional), pokémons novos até ”engolíveis” (me privei de rever aquela lista dos pokémons novos, pra ter uma certa surpresa no jogo) e etc. O que não me agrada é que nessas novas gerações de pocket monsters tá vindo uns cada vez mais complexos, uns tipos bizarros, água/terra, wtf? Sem contar que fica uma coisa meio ecologicamente e cronologicamente sem fundamento, os pokémons dos primeiros continentes são menos complexos, isso quer dizer o que? Que o continente é mais novo? Que os continentes desses jogos atuais são mais antigos? Relaxem, isso é pensamento de doido mesmo. Sem contar que desde a geração R/S/E, foderam/complicaram tudo com aquela putaria de effort points e etc, antes era tão mais legal simplesmente assassinar pokémons selvagens/obliterar pokémons de treinadores inimigos até o lvl 100 e pronto…não precisava complicar tanto.

Enfim. Transmissão finalizada. Fica aí no aguardo dos reviews, se eu lembrar.

Guias World of Warcraft – Frost Mage (parte I)

Então, você se viu de repente sentado aí na frente desse monitor. Já havia jogado quase todos os MMORPG’s do planeta, estava entediado, com dor de cabeça e muito, muito puto. Também já havia jogado todos os Dating sims do Newgrounds, quase todos os jogos single player de PC, além de ter visto os vídeos mais interessantes do YouTube. Viajando pelos abismos da Internerd, eis que você vê aquele jogo, que você evitou por motivos obscuros até então. Aquele, que todo mundo comenta, que todo mundo JOGA. Inclusive perde a vida (em todos os sentidos possíveis) jogando. Oh, meu deus. Você achou World of Warcraft.

Seus amigos enchiam o saco durante meses pra você jogar, mas você nunca jogou por ser um imbecil preguiçoso. Afinal, é uma Odisséia baixar esse joguete, uns 6 GB com expansão. Você tem uma net de 64 kb, você é corajoso. Um fã doente da saga Warcraft, vai lá e baixa esta droga por VINTE dias.

Vamos pular a parte que você passa DEZESSEIS HORAS POR DIA jogando. Vamos direto ao assunto. Você jogou com quase todas as classes do jogo, e agora, decidiu jogar de Mage.

Que master of the arcane porra nenhuma. Frost mage. Aquela porrinha frágil como de costume, que dá menos dano que o Fire Mage, mas que por outro lado é mais divertido e eficiente no PVP. É tendo esse pensamento em mente que decidi fazer um guia básico do Frost Mage. Muita gente, que tem preguiça de ir em alguns dos milhares de sites sobre WoW e dar uma estudada na classe prefere ler uma coisa simples e direta. Só lembrando, isso é ESTRITAMENTE direcionado pra quem joga WoW. No post anterior eu dei uma dica de site, pra quem não joga. E outra, muita coisa que eu vou escrever aqui é MINHA observação de um mage. Muita coisa também eu vou tirar de sites como WoWWiki, Thottbot…aqueles, que você viciado terminal deve conhecer.

Então, vam’cumeçá.

 

VISÃO GERAL

 

Primeiro, tenha em mente que um mage é frágil, como todos os casters que você conhece no mundo dos games são. Em contrapartida, são os malucos com maior DPS do jogo. Numa luta, você vai querer manter distância do mob/player, o que é particularmente fácil fazer com frost mage. Por quê? Frost Nova e chill effects, amigo. Coração da estratégia, seja em PvE ou PVP, de um frost mage. Mais tarde eu falo mais sobre ela, quando estiver falando de build/skills e talents.

Como eu havia dito, a principal “área de atuação” de um mage especializado nessa skill tree são os Chill Effects, Freeze, e etc, que deixam o inimigo lento/congelado. Enquanto isso você, sempre de longe, com Frost Bolts e coisas do gênero, mantendo a distância com Frost Nova e metendo com força e profundamente nos adversários.

Frost também concede ao mage a possibilidade de escapar FACILMENTE de uma situação de perigo. Se a classe já tem Blink, Mana shield, de quebra ainda terá Ice Barrier da frost tree. É relativamente fácil escapar de ambushers (aqueles rogues folgados que já chegam enfiando a dagger por trás enquanto você está matando mobs alegremente), e outras situações, como por exemplo, 5 mobs correndo atrás de você, que podem ser parados, todos, com Frost Nova enquanto você sai spammeando Blink, lol’s e /silly.

Pra finalizar, é uma tree divertida. Bem mais divertida de se jogar do que Fire, a meu ver. Ta certo que Fire causa praticamente o dobro de dano, é overpower pra upar e tudo o mais, porém é como eu já disse, frost é mais eficiente no PvP. Não há problema algum em upar com Frost, no final das contas. Mas vai do gosto de cada um. E se você leu até aqui, já sei o que você gosta, então continuemos.

 

BUILD

 

É claro que vou falar da minha build aqui. E sim, vamos estudá-la.

 

http://www.wowhead.com/?talent=oi0VZZVAMcofxoiqt

 

Simples, com algumas variações. Tem os clássicos pontos de suporte em Arcane, que ajudam em resistência a tuas magias além de Arcane Concentration, que é super útil, 10% de chance de reduzir o mana cost da sua próxima spell de dano.

Sem muita enrolação, falemos da parte Frost do negócio.

Primeiro: Sacrifiquei os 3 pontos em Elemental Precision aí, e mais 2 em Arcane Focus lá em Arcane, pra deixar as coisas a meu gosto. Quem precisa de míseros 3% a menos de mana cost nas spells? No lvl 70 é mana que não acaba mais. E o efeito secundário também é besta.

Então, você chegou no lvl 10, começa a distribuir os pontinhos nos talentos. Deixe Arcane pra depois. Vá colocando pontos em frost, sempre nos talentos com ajuda/resultado imediato. Deixe os “menos importantes” pra depois. Comece logo metendo 5 pontos em Improved Frost bolt, pra reduzir um incrível MEIO SEGUNDO do casting time (acredite, isso faz uma diferença incrível). Frost bolt é a magia primária que você vai usar como frost mage, chamando mobs, usando após frost nova…trate-a bem. Logo depois, 5 pontinhos em Frost Shards. 100% de critical bonus, fujam para as colinas. A essa altura, já tem Frost Nova e deve estar começando a brincar com ela (e com os outros). Mas pode deixar pra depois, frostie. 3 pontos em Piercing Ice, são 6% a mais de damage pras tuas frost spells. Icy veins, esqueça por enquanto. 2 pontos em Improved Frost Nova, e lá se vão 4 segundos do cooldown chato que a BLIZZARD sempre coloca nas melhores magias. Shatter, outro coração da estratégia (já são 2, se chegar a 10, teremos uma minhoca ao invés de um frost mage). Ponha 5 pontos pra combar com Frost Nova, 50% de dano crítico em alvos congelados. Ficando interessante, não?

Arctic Reach é fundamental pra aumentar range de Frost Bolt, Blizzard e área de efeito do Cone of Cold/Frost Nova. Acredite, é muito fácil errar o range dessas duas magias (o que com prática é superado), então Arctic Reach é fundamental. Frost Channeling vai te deixar mais à vontade pra gastar 15% a menos nas tuas frost spells, em contrapartida, vai reduzir 10% da threat causada pelas mesmas. Who cares, anyway? Deixe Improved Cone of Cold e Permafrost pra depois. O que importa agora é chegar no Water Elemental no menor tempo possível. Pode meter Icy Veins agora, se quiser. Depois, Cold Snap, que elimina a porra do cooldown de todas as skills usadas recentemente.

Depois, Winter’s Chill. 5 pontos nessa belezinha te garantem 100% de chance de aplicar o efeito do talento, aumentando em 2% a chance de crit. De uma frost spell no alvo. UP TO 5 TIMES. São 10%. Agora, some isso com Shatter, Ice Shards…meio foda. Ta babando aí? Já pode ir metendo ponto em Ice Barrier! ASAP! Sobe um escudinho pra absorver dano, e tu ainda não perde casting time enquanto ele estiver ativo. Útil pra caramba.

Depois vai em Arctic Winds, pra aumentar 5% do dano total das frost spells, e diminuir em 5% a chance de um hit melee ou ranged te acertar. Heh. Empowered Frost Bolt vai transformar aquela tua singela magia inicial em uma navalha, 10% de todos os bônus de spell damage e mais, MAIS 5% de chance de crit.

Ufa. Finalmente, o teu Water Elemental. Aquele clássico summon do Archmage no Warcraft 3, lutando ao teu lado. Aliás, viciado, o frost mage te lembra uma mistura de Archmage com Lich, pelo Frost Nova? É, aqui também. O Water Elemental é um minion, logo é como controlar um minion de warlock ou um pet. Use as hotkeys para acionar comandos como atacar ou mudar modo de luta (agressivo, defensivo, essas coisas), isso acelera bastante as ações. E a belezinha ainda pode congelar.

Sinta-se livre pra por os pontos em Permafrost e Improved Cone of Cold quando quiser. 2 pontinhos em Permafrost pra aumentar os chill effects em 2 segundos e mais 7% de redução de velocidade. Pobre de quem estiver na tua frente. Eu já lutei com frost mage como warrior, e é CHATO ficar andando mais devagar que aqueles critters lvl 1. Cone of Cold é uma excelente magia pra usar quando o inimigo ta congelado ou não, dá um dano modesto (alguns momentos emparelha com Frost Bolt), é instant e tem um cooldown até aceitável, sendo possível usar várias vezes numa batalha. 35% a mais de damage não é nada mal.

Pronto, primeira parte do guia básico foi essa. Na próxima parte pretendo falar de impressões end game, PvP versus cada classe, PvE, profissões recomendadas e sets. E mais um coisa: se for copiar, COPIA DIREITO. Faz citação. É parecido como quando nós vamos escrever um artigo científico e ”roubamos” a idéia de algum maluco. Fazemos a citação do nome do cara e ano que ele falou aquilo, em seguida. Não custa nada, né?

C’est la vie.

O tempo não existe…

Isso mesmo. Esqueçam o tempo absurdo que fiquei sem atualizar. Porque, afinal, o tempo não existe. Se ele não existe, eu posso inventá-lo. Hoje é 2 de janeiro, e eu tenho novidades pra cacete.

Brinks. Na verdade eu viajei na velocidade da luz por um tempo. Por isso o blog ficou abandonado. Na verdade, todos viajamos! 12 de fevereiro? Que brincadeira é esta…Bom. Como eu havia dito, tenho umas novidades interessantes e um conselho a dar aos amigos leitores, e como eu sei que muitos são nerds vegetativos, preciso lhes dar esse WARNING:

Fiquem longe do jogo World of Warcraft. Foi esse troço que me tragou o mês de janeiro inteirinho, me fez esquecer o tempo, o espaço, me fez viajar na velocidade da luz…enfim. Trata-se de um jogo manipulador que a Blizzard criou pra arrecadar dinheiro de uma galerinha esperta que não faz nada da vida além de jogar, e também para destruir lares bem estruturados, vidas sadias e interação social entre os macacos.

Embora eu esteja dando esse conselho…eu não vou parar de jogar. Só estou falando isso pra manter os noobs afastados dos servers e não sobrecarregar, dá muito lag, atrapalhando grinding/questing/instances. Além do mais, noob é noob, e enche o saco. Ditto? Não jogue. ÇOME DAKI.

PÓREM, se você que estiver lendo não for um noob, tiver mais de 15 anos, estiver pronto pra abandonar uma parcela significativa da sua vida e levantar um alicerce viril do desenvolvimento nerdal para todo o sempre, acesse: http://www.wow-brasil.com/zohar/ e, por favor, ME WHISPA.

Outro assunto de suma importância é que minhas aulas começaram ontem. Estou estudando de noite, agora traçando parábolas pro caminho de volta pra casa, passando por lugares onde eu possa reduzir pelo menos 33% da marginalidade do centro da cidade às 22:00. Sem falar que nossa turma juntou com a da noite, a típica turma dos engomadinhos que falam pra cacete e fazem 30 minutos de pergunta após a professora explicar 20 minutos de matéria. É dose. Eu sei que pesquisador tem que ter o dom da dúvida, da pergunta e da crítica. Mas excessividade de dúvida, pra mim é burrice. O maior do de um pesquisador é…pesquisar. Sacas? ”Eu dou aos meus alunos o maior presente que lhes poderia dar como professor: a oportunidade de aprenderem sozinhos”, disse uma professora minha.

Enfim…é isso. Tô de volta, eu acho.

às portas de 2008

E mais um ano chega ao fim. Não vou dizer aqui que esse foi o melhor dos anos, mas foi um ano do caramba. Um ano que certamente eu amadureci em vários aspectos (como vem acontecendo rápidamente após eu ter entrado no ensino superior). Um ano marcado com coisas boas e ruins, claro, como qualquer outro. Saca só uma retrospectiva rápida dos acontecimentos mais importantes desse ano:

-Ganhei bolsa do CNPq;

-Comprei meu DS;

-Iniciei esse blog;

-Ganhei um cachorro;

-Tive um semestre hi-level na faculdade, e outro nem tanto;

-Começei a beber (moderadamente e raramente);

-Começei a ler mais;

– Expandi meus conhecimentos em diversas áreas;

-Descobri vocações;

-Conheci inimigos eternos;

Dentre outras coisas. É legal fazer essas micro retrospectivas e ver o quanto evoluímos a cada ano. Esse ano terminou fascinantemente bem, com coisas magníficas acontecendo bem no finalzinho. 2008 promete. E eu prometo. Saca:

-Ser um aluno melhor (eu já sou, mas sempre dá pra melhorar);

-Finalizar meu projeto com sucesso, e conseguir outra bolsa do CNPq;

-Falando nisso, trabalhar PRA CACETE em Janeiro pra adiantar bastante coisa;

-Me equipar com algumas tecnologias legais e novas;

-Fazer esse blog andar de vez;

-Zerar os RPG’s de SNES (objetivo de vida);

-Arranjar uma muié (difícil, mas nóis tem esperança. Afinal, nerd tá na moda);

-Ler mais do que eu já leio. Eu sempre penso que não é o suficiente;

– Aprender a cozinhar coisas que não sejam miojo/frango empanado/ovos (se é que preparar essas coisas é considerado cozinhar);

-Meu cabelo deve atingir o meião das costas (parte quase lombar) (não sou eu que decido isso, mas de acordo com uns cálculos aqui…até o fim do ano será uma realidade);

– Mandar pessoas escrotas tomarem no cu de vez (fui muito tolerante em 2007);

-Mostrar pra professorinha mal comida de genética que EU POSSO;

-Ver uma onça pintada/gavião real/sucuri na natureza;

-Tornar o meu DS o objeto final de entretenimento;

-Vencer algum random torneio de DS nos eventos de animê daqui da cidade. Rá.

-Comprar um Wii, SENDO BEM CAÓTICO (leia-se, se eu de repente ganhar uma grana alta pra poder gastar);

-Tentar não vomitar ao ver DBZ live action (tive que colocar isso. Ôôô desgraça que esse filmeco vai ser, viu);

Ufa. Acho que prometi até demais.

É bom sempre saber que nem tudo isso vai se realizar, mas é bom também ter consciência de que eu pensei nisso. Como um meio de mudar, evoluir.

That’s all, folks. Mais um movimento de translação finalizado com sucesso.

Pendrive alheio em apuros.

Eu não me lembro bem ao certo quando houve a explosão de pendrives. Só o que eu lembro é que, certa vez, apareci com um disquete na faculdade e riram da minha cara.

O pendrive é um como um HD removível. Genial, não? Você pode ter um HD ambulante, sacas. Eu nunca me preocupei em ter um pendrive, até o dia que as apresentações da faculdade se tornaram altamente dependentes dessa parada, visto que o datashow virou ”standard”. Então eu fui comprar um pendrive, em uma bela tarde após a aula, já um tempo atrás. É o jeito, às vezes não podemos resistir aos avanços.

Na minha sala, na faculdade, tenho uma amiga viciada em mangás, animes, essas paradas. Uma otaku, embora não assuma. Certa vez, jogando conversa fora no msn, ela me oferece um anime com todos os episódios em RMVB, no seu pendrive. Achei esquisita a proposta, mas aceitei.

No outro dia, ela me aparece no fim da aula com o pendrive, e eu coloquei cuidadosamente no compartimento superior da minha mochila, sabe como é, pra não dar merda. Prometi que traria o pendrive da menina são e salvo, no dia seguinte.

Cheguei em casa, copiei os episódios do pendrive dela (que por coincidência, é idêntico ao meu) pro meu pc, e o coloquei de volta no compartimento superior da minha mochila. Tudo perfeito, nenhuma merda tinha acontecido até então com o pendrive da menina.

No dia seguinte seria a última prova de Invertebrados II , e também a entrega de um resumo de crustáceos, que eu deixei pra fazer lá na sala (como de costume). Cheguei na faculdade cedo, pra comprar as folhas em branco e começar a fazer o resumo. Cheguei na papelaria, pedi três folhas de papel almaço. O dinheiro pra pagar a parada tava naquele compartimento superior da mochila, onde também estava o meu pendrive e o pendrive da minha colega, além das minhas canetas, meu lápis e minhas borrachas.

Meti a mão lá, sorrindo pra moça da papelaria, enquanto vasculhava o pequeno espaço em busca do dinheiro. Até que eu acho a moeda de R$1 e tiro de lá. Quando fiz isso, o desastre:

Minha mão tava suja de tinta.

Era tinta pra caralho.

Entrei em pânico na hora. Obviamente, o primeiro pensamento foi pegar o meu pendrive e o da menina e ver o estrago. Uma das minhas canetas estourou, e isso nunca havia acontecido antes. Nem preciso dizer que deixei a mulher com cara de merda lá no balcão e fui correndo pro banheiro avaliar os danos.

Chegando lá, eufórico, tirei os dois pendrives da mochila. Eles estavam totalmente azuis. Nessa hora, pensei: ”Me fodi, como sempre.”

Tive a idéia ridícula de molhar os dois pendrives, mas acabei manchando-os mais ainda. Fiquei logo puto lá no banheiro, um senhor que tava mijando por lá soltou uma risadela quando viu a situação, e eu ainda esbravejando. Escrotamente, o pendrive da menina era o mais pintado, e quando mais os segundos passavam eu me via mais fodido. Só imaginava eu entrando na sala e a menina chegando em mim pra pedir o pendrive. Na hora eu pensei: ”Ora bolas, eu posso dizer que esqueci, e tentar resolver isso amanhã ou depois, pedindo um pouco de álcool em algum laboratório e efetuar a limpeza dos dois pendrives”.

Daí eu fiquei UM POUCO mais tranquilo. Guardei os pendrives no bolso (já ia colocar na mochila de novo, pra sujar mais ainda…tava raciocinando pouco) saí do banheiro e me dirigi ao longo do corredor até minha sala. Entrei lá, o alívio: a menina não tinha chegado ainda. Fui sentar lá no meu lugar, no fundão, e fui lovo aliviando a história pros meus amigos, que começaram a rir da minha desgraça. Também deram a idéia do álcool, só pra aliviar o tranco mais ainda. O problema é que, sabe a capinha do pendrive? Se tinta tivesse vazado pra dentro daquela porra, eu tava fodido. E ainda mais, na limpeza do pendrive, o álcool também poderia foder os dois.

O  tempo foi passando, passando…nem preciso dizer que não prestei atenção alguma à aula escrota de genética, e logo chegou o intervalo. A menina não tinha chegado ainda, pra minha total alegria, mas ainda não total alívio. Então era hora de fazer os técnicos do laboratório ao lado da nossa sala sentirem pena da minha história e liberarem um pouco de álcool e algodão pra eu tirar os demônios do pendrive alheio. E lá fui eu, incrivelmente seguido dos meus amigos (até que nessa hora eles não foram uns filhos da puta), e consegui o bendito álcool 70% e uma porrada de algodão pra executar a limpeza do pendrive.

Mas eu tava nervoso. Ainda pensava que poderia acontecer merda na limpeza, e simplesmente peguei o bolo de algodão e mergulhei no álcool. Meus amigos perceberam minh situação terminal e tomaram conta da limpeza, limpando o pendrive da menina primeiro, com pequenos pedaços de algodão/cotonetes levemente molhados. Aí eu fiquei ali, vendo eles limparem a merda toda e pensando COMO eu posso ser tão azarento nesta porra de vida. Me emprestam um pendrive por um dia só, e acontece uma disgrórnia dessas? Aí meus olhos viajaram rapidamente dos técnicos do labóratório até a porta, onde eu via se conseguia detectar a presença da menina nos corredores, e rapidamente interceptar a visão dela acerca da operação no seu pendrive.

Quando dei por mim, os caras já tinham terminado de limpar o pendrive dela. Ficou totalmente limpo. Só restava saber se ele ia prestar após aquilo. Daí eu, já aliviado, começei a limpar o meu pendrive de qualquer jeito, e no final até que ficou limpinho.

Saí do laboratório, vitorioso. Não foi uma merda tão grande assim, mas eu fiquei até baqueado, tamanha a minha falta de sorta fela da puta. Nessa hora em que eu estava tendo algo parecido com um orgasmo, me lembrei subitamente que eu ainda não tinha feito a porcaria do resumo. Sem problemas, tudo era alegria àquelas alturas, voltei com a moça da papelaria (que ainda mantinha a mesma cara de quando eu saí parecendo um retardado em pânico) e comprei as folhas. Cheguei na sala, a menina já estava lá. Tentei evitar contato visual com minha ”quase carrasca” e prontei-me à fazer o resumo de Crustáceos. A prova naquele dia foi em dupla, e no término desta, cheguei com a menina (que estava sentada perto da mesa da professora) e entreguei, com um sorriso, o pendrive, seguido de um ”Valeu!”.

Vou tentar colocar pendrives alheios em compartimentos separados das canetas, de agora em diante.

Motivos pra adquirir um DS

Tô aqui pra botar na cabeça de vocês uns motivos básicos pra comprar um DS. MOTIVOS BÁSICOS. Nada muito profundo.

Esse portátil tá virando minha cabeça. Foi uma aquisição maravilhosa, e logo estarei com o acessório que consolidará minha vitória nerd. Sem enrolação, são 03:24 AM e eu tô meio retardado, preciso dormir logo, então vamos aos fatos:

1- O motivo principal de eu comprar o DS foi o R4. R4 é um acessório que, em conjunto com uma memória Micro SD, fará o seu divertimento no DS uma coisa gratuita. Pra sempre.

Simples de explicar: R4 é como se fosse um cartucho de DS, só que sem memória. Tem um slotzinho lá pra por uma memória, é aí que entra a Micro SD, de preferência com 2 GB. Bote isso num outro acessório que esqueci o nome pra plugar a parada via USB, e jogue suas roms de DS dentro. Retire a Midro SD, ponha no R4 e tchau. As roms magicamente abrirão no teu DS. FÁCIL, RÁPIDO, PAGAMENTO ÚNICO, PIRATARIA ROCKS, END OF HISTORY.

2- O DS é lindo. O DS que eu comprei (Onyx Black) é sem dúvida o mais lindo deles, à prova de sujeira (por ser preto), e é meio blindado por fora. Estamos falando de design aqui, senhores. Comparado ao fat, o lite é infinitamente superior e fodão. Design interno e externo, completamente modificado. Fácil de segurar, não cansa, os botões R e L no início eu achei esquisitos, entrei em pânico. Mas depois de um tempo, acostuma. A limpeza do bicho é completamente easy, seja pra limpar as telas quando fora. É tudo bem lisinho. Shiny. Estou apaixonado. Se liga no gostosão:

3- Jogos bons. O conceito de jogos bons varia de pessoa pra pessoa. Mas a MINHA pessoa adora Zelda, Metroid, Castlevania, Resident Evil, Mario e o resto. São nomes velhos? Tá. Mas lançam jogos novos!

Outra coisa que eu vivo falando é que, por ser portátil, tem muito título novo, arriscado, e bom. RPG’s então, nem se fala. É uma boa pedida pra gamer casual ou não.

4- Interatividade! Caramba, é como um mini Wii. Tem jogo que se joga 100% na stylus. Tem jogo meio tosco também com uso da stylus, como o Metroid Prime Hunters (terror dos canhotos), mas a maioria é muito delicioso de jogar. É muito bom quando você tá lá jogando Trauma Center ou Brain Age, e junta uma multidão pra ver você fazendo operações no povo com a stylus, ou resolvendo testes. Isso não tem preço.

5- Muitas funções, claro. Dá pra escutar mp3 no bicho, ver fotos, acessar a internet, e até dizem que dá pra emular SNES. Ô lôco, caçula.

6- O brinquedinha FECHA. Até o modelo fat fechava, Thiago. E daí? E daí que eu adoro jogar isso na cara dos PSP fan boys. A TELA NÃO ARRANHA, LOSERS. Só se o dono for meio tapado.

7- A bateria recarregável também rula. Chega de pilhas, caras. Se liga só: Carregue o DS por 4 horas e jogue 16. Legal? Agora olha isso: A bateria pode recarregar 500 VEZES antes de apenas perder 30% de sua longevidade.

8- Tem os tais jogos ”similares”, cópias perfeitas dos originais, com capa, e tudo. E mais baratos.

9- Eu poderia continuar até 20, mas porra. Tô com sono. Então, pra finalizar, DS NA MÃO, CALCINHA NO CHÃO. Eu falo sério. Com esse artefato em mãos, você terá todas as cocotas à seus pés. Elas não resistem ao charme de Trauma Center, Brain Age, New Super Mario Bros., e etc. Compre já o seu e mantenha-se equipado. Talvez a stylus tenha um uso extra, quem sabe.

O portátil.

É, eu sei. Faz um tempão que eu não atualizo. Segundo o wordpress, faz uma semana, mas pra mim parece um mês (noção de tempo ruim). Mas foi de propósito. Eu prometi que atualizaria isso aqui de novo com um post falando do meu NINTENDO DS.

Portáteis. É o que eu sempre falo, conforto ao jogar, praticidade…uma penca de novos sucessos (por ser, digamos, uma plataforma ”teste”). Esses tempo eu fiquei vidrado no Dual Screen, o portátil da geração atual da Nintendo.

É com louvor que eu digo: depois de UM MÊS na seca, abocanhei um pela bagatela de R$ 500 + Castlevania Dawn of Sorrow. Quer detalhado? Vamos lá.

Desde uns dois meses atrás, eu e um amigo meu da faculdade (também viciado em jogos) estávamos planejando comprar o brinquedinho. Ele comprou primeiro (nós dois somos bolsistas do CNPq, nem queiram saber o que é isso, MANTENHAM DISTÂNCIA) com o dinheiro da bolsa, e eu comprei o meu, aproximadamente umas 2 ou 3 semanas depois. Eu juntei R$250 e recebi, ONTEM, mais R$300, pra completar os R$550 e ”abocanhar o brinquedo”. Lá estava eu, com R$550 reals, andando a pé na cidade de Manaus, indo comprar uma coisa INCOMUM, aqui na cidade, e pior ainda, pra um cara da minha idade. Mas foda-se, né. Cheguei na loja e não conversei demais: -”Me vê um DS lite preto ae.”

Como sempre, o vendedor noob querendo me ”vender jogos generosamente baratos” (150 reals), e eu zuando com a cara dele dizendo que com isso eu compro um R4 + micro SD de 2GB (fake, é mais caro) e tenho todos os jogos do portátil forever. Saí de lá com o artefato dentro da bolsa, e literalmente voei de volta pra casa. Chegando, ainda todo suado, abri a caixa, lavei as mãos BEM LAVADAS ANTES e toquei na RELÍQUIA. Um sonho realizado, às custas de vício/dinheiro de pesquisa científica. Vem tudo bem organizado pra cacete na caixa, abrindo logo de cara tem uns manuais, umas paranóias, vem DUAS stylus, tudo bonitinho e pronto pra jogar. Eu não comprei jogo ontem, mas comprei hoje o Dawn of Sorrow, joguei umas duas horas e o DS descarregou (não carreguei ontem pela primeira vez), e agora está ali na cômoda, carregando.

Nem precisa dizer que eu tô feliz pra cacete. Como eu disse hoje mais cedo, enquanto jogava Mario Kart com meu amigo em plena aula de micologia, ”melhor aquisição da minha vida”. Deixo aqui a dic a: DS NA MÃO, CALCINHA NO CHÃO.

Post digitado na pressa porque daqui a pouco tem freeroll (tô devendo um post sobre poker).

Próximo post: motivos para se ter um DS.

A Hora do Espanto – Fright Night

Tudo no mundo do cinema evoluiu nos últimos tempos, obviamente. Mas é incrível como dois gêneros apenas involuíram: terror/horror. Na minha opinião, o cinema de hoje em dia simplesmente não combina com esses dois gêneros. Aquelas tomadas bem feitas, os belos efeitos, as coisas ”perfeitinhas demais” não chegam nem aos pés dos filmes antigos, que eram bem mais trash, tinha uma maquiagem MACABRA e metiam medo DE VERDADE.

Um exemplo disso é um filme marcante da década de 80, entitulado ”A Hora do Espanto”. Assisti essa bagaça quando pequeno, e assisti novamente duas vezes nos últimos meses. Esse filme é dirigido pelo mesmo diretor de ”Brinquedo Assassino”, outro filme totalmente grotesco que eu via e me mijava de sangue na infância.

Descrever esse filme é bem simples. A história é simples. Charley Brewster é o típico garoto aficcionado por filmes de terror, na década de 80. Ele tem uma namorada, Amy, típica menininha-da-mamãe que nunca quer liberar pro namorado. Uma noite os dois estão na pegação no quarto dele, enquanto passa um programa na TV: ”Fright Night”, um hit da época apresentado por um ex ator de filmes de terror, Peter Vincent, ”o caçador de vampiros”. Uma hora o Charley tenta violar o cinto de castidade da guria e ela da o pití típico de virgens. Eles brigam, Amy fica sentida e decide liberar pra ele, porém era tarde demais! O nerdão do Charley viu um movimento estranho no jardim da casa ao lado, dois homens carregando um caixão! Aí que história começa de verdade.

Os dois homens são Jerry Dandrige e Billy Cole, dois caras que se mudaram pra uma casa velha, se não me engano ao lado da casa do Charley. Logo quando esses caras chegaram lá, uma onde de assassinatos de jovens menininhas começam a acontecer na cidade, e Charley descobre que isso está relacionado aos dois caras, ficando mais claro quando ele espia pela janela do seu quarto o Dandrige matando uma das meninas, mostrando as presas. Aí o moleque fica doido. Tenta ir na polícia mas ninguém acredita nele! Nem mesmo seus amigos. Então ele vai pedir ajuda ao famoso Peter Vincent para tentar deter o Dandrige e seu capanga e continuar a onda de assassinatos. O pior é que Dandrige é o típico garanhão, morenão boa pinta, tanto que seduz a mãe e a namorada do Charley, o deixando numa desvantagem escrota.

Uma coisa interessante pra falar é sobre os personagens. Esse filme tem personagens marcantes, que criaram tendências, até viraram moda! Por exemplo, tem o melhor amigo do Charley, Ed Thompson, ou carinhosamente ”Evil”, ”Evil Ed”. Esse sim é macabro! Personagens totalmente engraçado/estranho/com expressões faciais e verbais feias pra cacete, além de ser um garoto cruel. Criou uma frase que colou na década, ”Ohh, you’re so cool, Brewster!”, esses dias achei até uma camiseta com essa frase pra vender na net, talvez eu até compre.

Charley, Amy e Evil

O Dandrige poderia ser tudo menos um vampiro. Morenão, estilo latino, diferente daqueles vampiros pálidos dos filmes de hoje em dia (o que seria o certo, se considerarmos sua origem). A roupa do cara é nada a ver, e ainda é o garanhão do pedaço. Se liga:

agora, vampire mode:

Sentiu? Poisé.

O famoso caçador de vampiros, Peter Vincent, é o mais engraçado do filme depois do Evil Ed. Imagine um cara que é ídolo de todos os adolescentes americanos pelos seus filmes de terror, tanto que o cara virou até ídolo e todo mundo pensava que ele REALMENTE sabia caçar vampiros. Até o Charley foi lá procurar o cabra. Uma pena porque ele era um velho cagão que só sabia dos truques pra matar vampiros, mas só isso ajudou.

Peter usando um crucifixo contra Dandrige

A Amy é uma putinha, louca por sexo desde o início, mas relutante. Tem uma cena que ela é seduzida pelo Dandrige numa danceteria, e quase cai de boca ali mesmo. No final ainda vira uma vampira porque o Dandrige foge com ela após a cena da danceteria e a morde, e quem sabe até tenha feito algo mais.

O amigo que mora com o Dandrige é outro bizarro, não pude perceber até o fim do filme se o cara era vampiro ou não, pois ele não sofria queimaduras na luz (indício de humanidade) porém no final ele pegou 30 tiros na cabeça e demorou pra morrer…vai entender.

Uma coisa importante pra se falar também nesse filme é a maquiagem, um dos pontos principais que fazem com que esses filmes antigos sejam melhores que os atuais. Que maquiagem é essa, nesse filme? Medonha! E medonha ainda é uma palavra que não expressa tudo. Quem tiver oportunidade de ver esse filme, repare na parte que a Amy vira uma vampira (aquela maquiagem já foi usada em um monte daqueles flashs de susto). Muito grotesca. O Evil Ed também vira vampiro (spoil pra cacete, mas quem liga pra spoil? Na hora que forem ver muda tudo, podem acreditar) e a maquiagem dele também é FEIA, de dar medo, desprazer, nojo…destaque pra cena que ele vira um lobisomem.

Basicamente, é isso. Fright Night é um dos meus filmes antigos preferidos, e essa não vai ser a primeira nem a última vez que resenharei filmes antigos aqui. Espero que pessoas que tenham vivido em meados de 85 ou até neo-fãs tenham gostado.

Até breve, na dúvida…fode.

”Focus”

Em feriadão da tal ”consciência negra”, sem nada pra fazer, coçando o saco deliberadamente aqui estou, pra filosofar mais um pouco.

Sabe, o bacana do wordpress são as funções. As estatísticas no dashboard, onde eu posso ver até como acham o blog no google, o como pesquisaram. Pessoas aleatórias visitam esse blog diáriamente, procurando as coisas mais bizarras, e acham, aqui! Isso é foda. Muito foda.

É legal possuir um meio de comunicação como este. Poder sempre dizer algo que alguém queria ler. Por este meio posso expressar idéias que muitas pessoas concordam, e discordam, por que não. E hoje vou falar de um assunto que me dominou nos últimos tempos. Acho que a maioria pode discordar.

Desde quando ganhei um PC, em 2002, eu já fiquei viciadão. ”Sempre cresci paradão na idéia” de ter um computador. Mas só pra diversão. Diversão extra. Nada profissional. Acessei a Internet daquele meu computador velho já em 2003, aí a coisa MELHOROU (ou complicou?). Nesse mesmo ano eu me mudei do bairro que morei durante QUINZE anos e vim morar no centro da cidade, onde não tem nada, nem ninguém interessante. Fiquei sedentário e meio dependente da Internet pra me ligar com o mundo e me dar diversão.

Muitas pessoas usam Internet pra trabalhar, E SÓ. Minha mãe sempre encarou a Internet como um meio de trabalho e estudo, e eu sempre como diversão em primeiro lugar, trabalho e estudo depois. De 2003 até o presente ano, eu me viciei em todo o tipo de coisa online (especialmente jogos). Jogo ali, jogo aqui, MMORPG’S (quem conhece, sabe), e era sempre largando um e começando outro a casa semana. Foi uma diversão desgraçada durante esses 4 anos.

Quando eu entrei na faculdade ano passado, consegui manter o mesmo ritmo de vício. Mas agora tá complicando. Já me peguei usando a Internet mais pra trabalhar do que pra me divertir, um dia desses. Com essas mudanças eu percebo o ”tempo” que tava perdendo me divertindo tanto online. O ano todo de 2006 (um ano de faculdade, já com compromissos extras, trabalho e tal) eu sempre dava um jeito de ficar no vício dos jogos com os amigos internéticos, num frenesi filho da puta de games e mais games. Eu nem pensava que poderia estar estudando enquanto isso (embora eu nem precise me matar de estudar). Chegamos ao título do post: focus.

Esses tempos tentei ser mais focado em poucas coisas, para torna-las melhor. Percebi que tudo que eu fazia, mesmo sendo muito, não era produtivo no final. Eu SUSPEITO que tenho DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Nunca consigo fazer nada concreto, terminar nada, sou muito desligado, me preocupo pouco com coisas importantes, e etc. Por exemplo, esse blog pode, com o tempo, cair no esquecimento. Percebam que eu num postei durante uns 4 dias. Outro exemplo, meu salário saiu dia 10 e eu ainda não fui pegar. Já tava esquecendo, mesmo. Esses tempos estou tentando reduzir todo aquele meu Nirvana de jogatina online à um só jogo: WarCraft III, enquanto me dedico mais aos estudos.

Até aí tudo bem. Agora vamos a outro ponto: todo mundo que é viciado em Internet, tem messenger, orkut, essas paranóias, TEM UM AMIGO VIRTUAL. Aquele que mora longe, mas que é melhor que muitos amigos do seu cotidiano, sabe? Poisé. Durante esses meus 4 anos online fiz amigos interessantes no meio da jogatina. Três deles são grandes amigos, dentro uns 20 que ainda mantenho contato. Esses três ainda estão no ritmo frenético de jogatina. Aí as duas coisas se chocam: a minha idéia e o vício dos meus amigos.

Eles não fazem faculdade. Não trabalham. A escola é uma PIADA, ridículamente fácil. Não há obrigações extremas, preocupações, é como ser criança, quando se está na escola. Certo dia ficaram putos comigo por que não quis jogar um jogo com eles e só queria jogar WarCraft. Uma hora temos que crescer, de alguma forma. Não parei de jogar jogos online, ainda jogo WC, e muito. Jogo jogos de console, e muito. Mas pra vocês, viciados em MMORPG’s que leem isso, ESSE VÍCIO NÃO COMPENSA. Nem que seja por diversão. Quando chegarem numa idade mais avançada, perceberão que as memórias divertidas das horas perdidas naqueles múltiplos jogos foram meio que em vão.

Meu recado aqui é simples: foquem. Se querem algo na vida, foquem. Não atirem pra todo o lado. Não deixem coisas pequenas cruzarem seus caminhos. Atinjam seus objetivos com força. E saibam a hora em que terão que assumir responsabilidades e defrontarem com o mundo.