Archive for the ‘Pensamentos’ Category

Nova Era.

Desde o início desse mês eu implementei um novo ritmo à minha vida, e está sendo bem interessante. Trata-se de um novo meio de ocupar o meu tempo com coisas produtivas (o que, de fato, não ocorreu nos últimos meses), além de ocupar minha mente quase 100% do tempo em que me mantenho acordado.

É simples: até Julho desse ano, eu acordava na hora do almoço, na maioria dos dias, vagabundava a tarde toda, ia para a faculdade de noite, e ficava acordado até umas 4 da manhã. Não precisou muito tempo para eu perceber que isso estava bem wrong. A medida para isso foi simples: substituir o tempo ocioso por produção.

Mudanças:

-Acordo todos os dias às 6:00 da manhã;

-Estudo até 8:00, jogo até a hora do almoço (all work and no play makes Jack a dull boy);

-Estudo a tarde toda;

-Faculdade;

-Estudo o resto da noite/jogo, após a faculdade.

-Dormir (limite de horário: 1:00);

-Repetição do ciclo.

Resumindo, virei um studyholic. Estudar vicia, acreditem. Ainda mais em doses cavalares.

Quando começo a jogar por muito tempo, ou fazer algo inútil por mais de uma hora, começo a ficar inquieto. “Poderia estar estudando…”

Conhecimento aliado à diversão pode curar muitas coisas. É como aguardente. E tem mais: o título deste post não se refere só a isso. Práticas que ficaram esquecidas em 2007 retornaram: voltei a beber com os amigos às sextas-feiras, meu gosto musical está voltando ao normal, e meu ânimo está voltando ao normal…

Tudo de volta ao normal.

Anúncios

Aos nerds que lêem isso aqui:

Eu me pergunto às vezes: o que faz uma pessoa nerd? Sabe, muitas das coisas que nós gostamos são resquícios do passado, e às vezes até sofrem influência direta. Pode-se dizer que um nerd seria um cara que estagnou no tempo, ainda não adquiriu gostos adultos?

“Mas pera lá, eu sou um tipo de nerd de tem uns gostos maduros, cara!” Bom…você pode assumir isso pra si, porém um “adulto comum”, devidamente implementado nos paradigmas da sociedade de dizem respeito às características de um ser adulto sociável, certamente riria ou acharia ridículo se você dissesse que fica sábado em casa assistindo Heroes ao invés de tomar uma cervejinha com os amigos do trabalho e discutir sobre a possibilidade daquela nova secretária do chefe estar sexualmente disponível.

Certo, vamos assumir que somos “eternas crianças” então? Vai dizer que não? Uma boa porcentagem dos nossos gostos são relacionados a coisas que crianças de 10 anos cultuam. Eu, por exemplo, ficaria extremamente confortável conversando sobre o possível novo Fire Emblem que vai sair pra DS com um pirralho de 10 anos que está igualmente bem informado e gosta de Fire Emblem tanto quanto eu. Ficaria igualmente confortável se o mesmo pivete tirasse do bolso uma fita de Pokémon Diamond e começasse a trocar comigo os pokémons únicos da versão dele.

Claro que tem um limite pra isso. Talvez o pivete não tenha todo o conhecimento técnico que eu, nerd, tenho acerca dos jogos. Mas ele é apenas um pivete, um potencial nerd ou (as probabilidades e experiências de vida apontam) um potencial mano.

Somos infantis? Você aí, que curte HQ, sentiria inveja se um moleque de 12 anos mostrasse sua coleção, e você visse que é maior que a sua? Somos infantis ou apenas crescemos sem deixar de lado a diversão, a parte mais legal da vida? Creio que uma das diferenças de um nerd pra um ser humano normal é que não optamos por outro tipo de diversão a não ser aquele que nos agradou e ainda agrada da mesma forma. Geralmente as outras pessoas mudam de gostos gerais, se adaptando a um novo estilo de vida carregado pela idade e pressão social. Eu por exemplo tinha um colega que, até a oitava série, era tão quanto ou até mais nerd que eu e que, dois anos depois, se tornou um típico moleque qualquer do ensino médio. Ele mudou de colégio, e pra não ser rejeitado pelo povo, mudou completamente.

As pessoas não entendem que é possível ser nerd e ser um humano normal, daqueles sem graça. Começam a crescer e pensam coisas como “porra, to ficando adulto, tenho que começar a parar de ver desenho, ler HQ”. E é engraçado encontrar essa mesma pessoa depois de anos, toda “mudada” e ver como ela ainda tem a “pegada”, coversa alegremente sobre os velhos papos de nerd, e depois na roda de amigos, vira outra pessoa.

Lamentável. Bom, o meu conselho é que levemos essa vida totalmente foda/divertida/sedenta de conhecimento que todos nós levamos, porque “é isso que a vida tem de melhor”.

”Focus”

Em feriadão da tal ”consciência negra”, sem nada pra fazer, coçando o saco deliberadamente aqui estou, pra filosofar mais um pouco.

Sabe, o bacana do wordpress são as funções. As estatísticas no dashboard, onde eu posso ver até como acham o blog no google, o como pesquisaram. Pessoas aleatórias visitam esse blog diáriamente, procurando as coisas mais bizarras, e acham, aqui! Isso é foda. Muito foda.

É legal possuir um meio de comunicação como este. Poder sempre dizer algo que alguém queria ler. Por este meio posso expressar idéias que muitas pessoas concordam, e discordam, por que não. E hoje vou falar de um assunto que me dominou nos últimos tempos. Acho que a maioria pode discordar.

Desde quando ganhei um PC, em 2002, eu já fiquei viciadão. ”Sempre cresci paradão na idéia” de ter um computador. Mas só pra diversão. Diversão extra. Nada profissional. Acessei a Internet daquele meu computador velho já em 2003, aí a coisa MELHOROU (ou complicou?). Nesse mesmo ano eu me mudei do bairro que morei durante QUINZE anos e vim morar no centro da cidade, onde não tem nada, nem ninguém interessante. Fiquei sedentário e meio dependente da Internet pra me ligar com o mundo e me dar diversão.

Muitas pessoas usam Internet pra trabalhar, E SÓ. Minha mãe sempre encarou a Internet como um meio de trabalho e estudo, e eu sempre como diversão em primeiro lugar, trabalho e estudo depois. De 2003 até o presente ano, eu me viciei em todo o tipo de coisa online (especialmente jogos). Jogo ali, jogo aqui, MMORPG’S (quem conhece, sabe), e era sempre largando um e começando outro a casa semana. Foi uma diversão desgraçada durante esses 4 anos.

Quando eu entrei na faculdade ano passado, consegui manter o mesmo ritmo de vício. Mas agora tá complicando. Já me peguei usando a Internet mais pra trabalhar do que pra me divertir, um dia desses. Com essas mudanças eu percebo o ”tempo” que tava perdendo me divertindo tanto online. O ano todo de 2006 (um ano de faculdade, já com compromissos extras, trabalho e tal) eu sempre dava um jeito de ficar no vício dos jogos com os amigos internéticos, num frenesi filho da puta de games e mais games. Eu nem pensava que poderia estar estudando enquanto isso (embora eu nem precise me matar de estudar). Chegamos ao título do post: focus.

Esses tempos tentei ser mais focado em poucas coisas, para torna-las melhor. Percebi que tudo que eu fazia, mesmo sendo muito, não era produtivo no final. Eu SUSPEITO que tenho DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Nunca consigo fazer nada concreto, terminar nada, sou muito desligado, me preocupo pouco com coisas importantes, e etc. Por exemplo, esse blog pode, com o tempo, cair no esquecimento. Percebam que eu num postei durante uns 4 dias. Outro exemplo, meu salário saiu dia 10 e eu ainda não fui pegar. Já tava esquecendo, mesmo. Esses tempos estou tentando reduzir todo aquele meu Nirvana de jogatina online à um só jogo: WarCraft III, enquanto me dedico mais aos estudos.

Até aí tudo bem. Agora vamos a outro ponto: todo mundo que é viciado em Internet, tem messenger, orkut, essas paranóias, TEM UM AMIGO VIRTUAL. Aquele que mora longe, mas que é melhor que muitos amigos do seu cotidiano, sabe? Poisé. Durante esses meus 4 anos online fiz amigos interessantes no meio da jogatina. Três deles são grandes amigos, dentro uns 20 que ainda mantenho contato. Esses três ainda estão no ritmo frenético de jogatina. Aí as duas coisas se chocam: a minha idéia e o vício dos meus amigos.

Eles não fazem faculdade. Não trabalham. A escola é uma PIADA, ridículamente fácil. Não há obrigações extremas, preocupações, é como ser criança, quando se está na escola. Certo dia ficaram putos comigo por que não quis jogar um jogo com eles e só queria jogar WarCraft. Uma hora temos que crescer, de alguma forma. Não parei de jogar jogos online, ainda jogo WC, e muito. Jogo jogos de console, e muito. Mas pra vocês, viciados em MMORPG’s que leem isso, ESSE VÍCIO NÃO COMPENSA. Nem que seja por diversão. Quando chegarem numa idade mais avançada, perceberão que as memórias divertidas das horas perdidas naqueles múltiplos jogos foram meio que em vão.

Meu recado aqui é simples: foquem. Se querem algo na vida, foquem. Não atirem pra todo o lado. Não deixem coisas pequenas cruzarem seus caminhos. Atinjam seus objetivos com força. E saibam a hora em que terão que assumir responsabilidades e defrontarem com o mundo.

O que eu penso sobre o futuro da humanidade.

Me peguei um dia desses discutindo isso com uns amigos. Cada um falava uma idéia mirabolante sobre como estaremos, e se estaremos daqui a uns anos, e como as tecnologias de hoje estariam e se estariam, daqui a um tempo.

Quando se fala em futuro da humanidade, pode até ser meio besta, mas a primeira coisa que vem na minha cabeça é o aparelho celular.

Puta merda. Em 2002, quando eu estava na oitava série, houve um boom nas empresas de telefonia móvel, claro que antes já havia um certo uso, mas não tão acentuado quando foi naquele ano. Lá estava eu, o pobre da sala, em um colégio católico com 10 celulares por metro quadrado. Não eram mais os tijolões: estes foram substituídos por modelos menores e mais leves, e com mais funções. Tinha o joguinho da cobrinha, e as mensagens. Os caras colocaram um atari e um sistema de e-mail dentro daquela porra de telefone móvel.

Naquela época eu aceitei tudo numa boa, claro. Eu nem pensava direito como o celular é inútil..mas inconscientemente eu tinha isso dentro de mim, pois NUNCA tive um. Então, o tempo foi passando, e a cada ano o negócio ficava mais pesado. Apareceu uma leva de celulares dobráveis e com tela colorida em 2004, o que me fez atentar pro fato. Tava tudo indo muito rápido. O que se passou nos anos seguintes foi nada menos que um crescimento exponencial. Hoje, em 2007, 5 anos após o boom, eu já nem sei mais o tanto de funções que os celulares adquiriram. Tiram foto, acessam a internet, já tem celular parecido com palm top, e um dia desses eu li que vai dar até pra pagar contas com ele.

Voltemos agora pro início do post. Conversando com meus amigos sobre o futuro da humanidade, eu sugeri que os celulares daqui a um tempo vão fazer absolutamente tudo. Talvez até vão adquirir uma função transformer, quem sabe. Já pensou, você compra um aparelho celular, aperta um botão e ele vira um robô multifuncional? Ou, apertando outra tecla, ele faz um holograma de uma mulher gostosa à seu dispor?

Quanto à funcionalidade, creio que os celulares vão substituir tudo por um sistema totalmente viva-a-voz. E o celular em si será literalmente um robô ciente, conversará com você e fará sua ligações seguindo seus comandos de voz. Será INTELIGENTE. Vai até mandar você tomar no cu, se der na telha.

Por que eu falei tudo isso dos celulares? Porque desse exemplo posso explicar tudo que pode acontecer conosco no futuro, em se tratando das nossas tecnologias. Já viu Matrix, não é? Poisé. Achou aquilo uma viagem? Pois eu não. No futuro, se não tomarmos um cuidado extra com a nossa mania de deixar as coisas mais fáceis do que já são, as máquinas que nós mesmos criamos irão nos foder. Lembrem do celular multifuncional.

Mas nos foder? Como? Ora, pra quê eu vou querer contrarar um humano escroto, corrupto e lerdo, se eu posso ter um robô fodão multifuncional como…garçom? Balconista? Ou simplesmente deixar meu celular lá, me defendendo no tribunal. Pra quê um advogado? Poisé. E o que isso tudo significaria? Perda de empregos. Ganho de muitos ok, mas e se as máquinas ”cientes” resolverem fazer umas as outras? Seremos USELESS. Seres humanos serão DOMINADOS.

Esse é um lado da moeda. O lado ”humano” do futuro, isso se nós mesmo não estouramos nosso próprio cu numa terceira, quarta, ou quinta Guerra Mundial. Já pensaram no lado ambiental? Nem pensem, pois não existe. Pensem na Terra como um grande ser vivo, e nos aloque dentro de uma escala. Seríamos como vírus. E a Terra não tem mais anticorpos pra nos combater. Estamos MATANDO o planeta devagarinho. Gás natural? Desenvolvimento sustentável? Nem dá, não mesmo. Aquecimento global tá aí, fruto da nossa masturbação ambiental.

Eu, como futuro biólogo, te digo uma coisa: vive bem. Aproveita enquanto pode, porque de uma forma ou de outra, isso aqui não tem mais jeito. Ah, e aproveita mesmo porque DEUS NÃO EXISTE E TU NÃO VAI PRO CÉU. Depois eu explico.