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Mega post: The Legend of Zelda

Posso dizer, com certeza, que não existe e nem existirá uma série de jogos que me atraia mais do que The Legend of Zelda. Zerei a maioria dos jogos estrelados pelo moleque loirinho com sua roupa verde e sua Master Sword, que combate as forças do mal e salva a princesa do vilão, no final. Quando me perguntam se estou esperando algum release, pode contar que sempre vou falar “To esperando um Zelda novo aê”.

Já viciei muita gente em Zelda, também. Tinha amigos que sempre diziam que era um tipo de jogo “infantil” (e foi…até o Twilight Princess), e sempre metiam pau até começarem a adentrar nos confins de Hyrule e desvendar os mistérios e puzzles da cachola do Mr. Shigeru Miyamoto.

É devido à minha profunda admiração pela série e o fato de eu estar jogando o Phantom Hourglass no DS que resolvi fazer esse mega post. Vamos juntos adentrar na maravilhosa saga do nosso amiguinho Link através dos anos, em fantásticas aventuras para salvar a princesa Zelda, over and over again, do terrível mal que assola Hyrule! (Ah, como eu adoro isso…).

The Legend of Zelda (1986, Super Famicon)

E a sorte estava lançada! Ali estava um jogo de um gênero nunca antes desbravado. Ali estava um jogo que podia ser SALVO, vale lembrar. Não era mais um jogo daqueles “jogue rapidinho, tenha uma dor de cabeça súbita e zere, depois de umas horinhas”. Não! TLoZ era um ADVENTURE. Tens idéia de como isso foi absurdamente incrível, na época? A possibilidade de explorar um mundo fictício, conseguir itens/pedaços de coração, explorar cavernas com bosses e itens especiais no final pra ficar cada vez mais forte e repetir tudo de novo até chutar as nádegas rugosas do Ganon era algo muito, muito legal e desafiador. O jogo era tão mágico que até o cartucho foi lançado em uma cor diferente dos demais. Ele era dourado.

Outra coisa interessante é que junto com a fita, vinha uma espécie de guia. Uma coisa comum hoje em dia, mas na época era algo que não era preciso. Até aparecer TLoZ. Imagina o que se passou pela cabeça dos jogadores da época, quando se deparavam com um jogo tão inovador como esse, e com aquele pôster contendo world map, informação de monstros, itens, dungeons e tudo o mais? Imagina aí a sensação que os caras tiverem ao provar aquele gameplay totalmente novo, algo nunca visto, além da possibilidade de SALVAR e continuar a aventura depois. Quando eu falo do Zeldinha (eu chamo carinhosamente de Zeldinha os jogos até o ALTTP) me dá uma inveja desgraçada de quem viveu naquela época. Foi algo realmente histórico, e todo mundo que é aprofundado na história dos vídeo games, sabe disso.

Algo que é bom ressaltar também é a dificuldade de reunir informações sobre o jogo, naquela época. Hoje, qualquer dificuldade em qualquer jogo pode ser resolvida com um rápido acesso no google, digitando: “por favor, limpe minha bunda no jogo X, porque melei a cuequinha na fase Y”. Pra terem uma idéia, na época a Nintendo até proibiu que fossem publicados em revistas uns guias sobre o jogo. Nego tinha que ralar pra avançar. Poisé poisé poisé.

Esse é possivelmente o jogo que eu mais respeito de toda a série, afinal, foi o início, e todo início de alguma coisa de impacto como a série TLoZ é algo a ser lembrado com louvor.

Zelda II: The Adventure of Link (1986, NES)

Estranho. Certamente os magos que criaram a melhor série de jogos de vídeo game de todos os tempos ainda estavam confusos sobre o rumo que o gameplay iria tomar. Esse Zelda II foi lançado 1 ano após o magnífico TLoZ, e foi até famosinho na época, vendendo só 2 milhões a menos que o antecessor.

Mas como falei umas linhas acima, era um jogo muito diferente. O world map era maior que o do primeiro Zelda, e era uma coisa tipo world map de RPG, sabe? Porém as batalhas eram SIDE SCROLLING (puts!), bem como as dungeons, vilas e etc. Tem localizações nesse jogo que não aparecem em mais nenhum Zelda lançado até hoje, deixando a tarefa já enfadonha de posicionar os jogos da série em uma ordem cronológica que tenha algum sentido, um ato quase impraticável.

Nesse jogo, Link tinha que ir matando monstros pra evoluir. Lembra do world map parecido com RPG, a lá Final Fantasy? Poisé, acho que estavam tentando redefinir o gênero. Ainda bem que não vingou.

The Legend of Zelda: A Link to The Past (1991, SNES)

Esse sim! O grito pra fora do abismo (embora na época não parecesse). ALTTP inicialmente era um projeto pra NES, mas como o irmão mais velho do console já tava saindo, o projeto parou e migrou pro fantástico, imbatível e imortal SNES, permitindo um jogo maior e mais complexo.

Foi novamente lançado com cartucho dourado, refletindo aí o quão especial era a coisa (cartuchos dourados e outras coisas douradas relacionadas a Zelda viraram comuns, depois de um tempo). O gameplay do Zeldinha 1 retornou bem mais complexo, e o jogo era visualmente muito bonito. Agora o jogador tinha a possibilidade de explorar dois mundos, ambos gigantescos, e a dificuldade obviamente aumentou com isso. Zelda foi se tornando cada vez mais um jogo que exigia bastante da massa cinzenta do jogador, com seus enigmas e puzzles constantes. A qualidade sonora e musical também era algo impressionante, respect for Koji Kondo. Na minha opinião, esse jogo guarda uma das músicas mais lindas da série, o tema do Dark World. Quem conhece, sabe. Se não conhece, não tem problema.

Embora eu não goste de generalizações, esse Zelda é tido pela maioria como o melhor depois do Ocarina of Time. Está até hoje em top 100 dos melhores jogos de todos os tempos em vários sites de jogos. Pra mim, é um dos melhores. Tenho um carinho muito grande por esse jogo, bem como, acredito, qualquer fã.

Link’s Awakening (1993, Game Boy)

Uma sequel! Sim, esse jogo é uma aventura que acontece logo após ALTTP, com o mesmo Link. Até hoje existem muitas teorias sobre a cronologia da série (que eu queria evitar falar aqui) como a do Angry Vídeo Game Nerd (aqui), e a maioria do povo aceita a idéia de que alguns jogos da série são histórias isoladas, com um Link diferente em um tempo diferente (que é o que eu acredito). Mas Link’s Awakening é uma das sequels, isso sabemos.

Nela o Link tá navegando por um barquinho, e como a fonte diz, “procurando por sabedoria”, até que é atacado por uma tempestade e naufraga numa praia, como é mostrado na intro.

Mais uma vez o gameplay ficou estável, e já estava mais que definido como característico da série. O mestre Jedi, Koji Kondo, mais uma vez mostrou serviço e compôs uma excelente soundtrack.

Esse jogo teve um remake em 1998, pra Game Boy Color, o Link’s Awakening DX. Todo colorido e com uma dungeon extra, e foi o que eu joguei.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time (1998, N64)

É muito fácil falar da perfeição. Muitas pessoas simplesmente não conseguem. Eu acho fácil. No dia 21 de Novembro de 1998 os japas, primeiramente, desfrutaram aquele que é conhecido como o melhor jogo da série. E não é um título desmerecido não. Há todo um retrospecto que favorece esse jogo. Ocarina of Time foi escolhido o jogo do ano, no mesmo ano de lançamento (1998), é tido por muitos sites como “O jogo do século”. Está presente praticamente em todos os top 100 de melhores jogos de todos os tempos, e melhor, sempre em top 5.

Imagine-se em meados 1998, geração 32/64 bits. Você já era fã da série, e já tinha ouvido os rumores deste novo jogo, em 1996. Você fica esperando, dois longos anos para o lançamento. Eu já esperei um Zelda por dois longos anos (Twilight Princess), para no final ver que não foi tudo aquilo que eu esperava. Mas isso não aconteceu com OoT. Era um Zelda 3D, com uma história muito complexa, carismática, e diversas possibilidades que a engine do Mario 64 proporcionava. A história do menino Link pela primeira vez foi levada em consideração, mais do que nas outras aventuras. Agora soube-se que ele era um Kokiri, e aquilo tudo. A interatividade com objetos, NPC’s e tudo o mais era algo impressionante. A quantidade de dungeons, sidequests e desafios que a engine gráfica novinha em folha utilizava, fez com que os pobres (ou sortudos) jogadores ficassem tentando zerar o negócio durante no mínimo umas 60 horas de jogo, imersos em uma história maravilhosa e uma Hyrule linda.

Tem tanta coisa inesquecível e imortalizada em OoT que eu poderia expressar e tomar o espaço de todos os outros jogos. Navi, a sua fadinha, que se tornaria algo típico da série até os jogos atuais, Epona, Ganondorf e os gerudos, o conceito de Hero of Time, a exploração mais avançada do conceito de triforce, e claro, o fato de o Link começar o jogo como um molequinho e, certo momento, se transformar em um adolescente e defrontar com uma Hyrule completamente dominada pelo Ganondorf. Essas coisas tornaram esse jogo muito inesquecível. As melodias da Ocarina, o MALDITO Water Temple (sim, eu fiquei preso! High five!), a batalha final contra o Ganondorf/Ganon (impagável! Brincar de tênis com o Ganondorf, ê laia…e claro, a última espadada no Ganon).

Ocarina of Time, para sempre em nossos corações (estou realmente emocionado, perdi até a linha de raciocínio…realmente não é muito fácil falar da perfeição, hehe).

The Legend of Zelda: Majora’s Mask (2000, N64)

Um que eu não zerei. Uma vergonha? Talvez, mas nunca me senti entusiasmado pra jogar esse Zelda, embora, claro, um dia eu o irei fazer.

Após a explosão intergaláctica de vendas do OoT e seu sucesso estrondoso, veio o Mask of Mujula, que depois virou Majora’s Mask. Esse jogo não foi dirigido pelo Miyamoto, e sim por Eiji Aonuma. Já deu pra perceber que a expectativa em cima do título não era das melhores, embora tenha caminhado às sombras do OoT, devido à utilização da mesma engine, e por ser uma sequel.

A história desse jogo é como uma side quest. Não há Zelda, nem Triforce, nem nada disso. Estranho pra uma sequel do OoT, mas nem tanto por ser dirigido por Eiji Aonuma. A história se resume ao Link adentrando em um mundo paralelo, Termina, enquanto estava a procura de sua fada companheira, Navi. Lá em Termina ele descobre que a Lua está prestes a cair e destruir este mundo, em um período de 72 horas. O vilão é o Skull Kid, que era bonzinho e, ao usar a Majora’s Mask, fica mauzão. Então, nosso herói causasiano peter pan style mudo, Link, precisa salvar o mundo nessas 72 horas e “selar” a MM.

Uma coisa legal desse jogo são as máscaras, que o Link pode usar pra se transformar em criaturas de raças típicas, como Zora e Goron.

Eu prometo que zero, heh.

Os gêmeos: Oracle of Seasons/Ages (2001, Game Boy Color)

Esses são dois Zeldas que eu adoro. Os joguei na época do lançamento, e zerei ambos. Eles são uma “versão melhorada” do Awakening DX. Meteram a Capcom na co-produção desses jogos, e o resultado foi até legal!

Eu não chamo esses jogos de “gêmeos” por acaso. Há uma conexão entre eles. Se você zera um e usar um password dado no fim do jogo, vai alterar algo em um new game em outro. Dá pra comprartilhar informações, itens, e etc. Fomos presenteados também com uma gama de novos itens, NPC’s e três animais, inéditos pra cara jogo, que o Link utiliza na sua jornada pra passar de algumas partes específicas.

Não é difícil de entender o “quê” de cada jogo. No Oracle of Seasons, você possui um item que controla as estações, afetando o fator exploração do world map. Por exemplo, alguns lugares altos só podem ser acessados se você mudar a estação pra Inverno, o que fará com que apareça neve no local, e você possa subir, ou o contrário pra descer. Coisas assim. Você deve deter Onox, um vilão aleatório que seqüestrou Din, o Oráculo das Estações.

O Oracle of Ages é, digamos, o meu preferido. Você controla duas dimensões de tempo, um deles é o passado. É extremamente interessante fazer algo no passado, como por exemplo, explodir uma bomba em um local, ou plantar uma árvore, e ver o que acontece no futuro. Mudar o tempo em determinado local também, e ver que há um item no passado, que no presente não há. Uma coisa meio Chrono Trigger. Nesse Zelda você deve deter Veran, outro random vilain da vida, pra conseguir salvar Nayru.

Os gêmeos são Zeldas que merecem atenção dos jogadores. Não são tão desafiadores (mais ou menos a partir deles eu comecei a perceber a queda na dificuldade dos Zeldas…), mas vale a pena.

The Legend of Zelda: The Wind Waker (2002, Game Cube)

Top 3 da série, pra mim. A pressão em cima do WW era a seguinte: seria finalmente um Zelda que superaria o OoT? (infelizmente isso já virou um paradigma…qualquer Zelda lançado pra console de mesa tem essa tarefa) E outra: gráficos cel-shading? Será que isso vai vingar?

Isso é coisa de conservadores tapados. O que ocorreu na verdade foi que Wind Waker foi o Zelda mais inovador, quando falamos de mudança de ambiente e gameplay desde o Adventure of Link (puts!). Quanto ao “problema” do cel-shading, podemos observar pela primeira vez um jogo da série onde o Link apresenta expressões faciais, como quando faz força pra empurrar um bloco, adicionando mais realismo no negócio.

O jogo é também bastante engraçado, realmente o humor nunca tinha sido explorado tão bem na série, algo que mudou no WW. A história se passa algumas centenas de anos após o Ocarina of Time (mais uma sequel). Não há Hyrule (foi submersa), restando somente um imenso oceano com diversas ilhas. Link é um garoto comum que vive em Outset Island. No seu aniversário de 12 anos ele ganha as vestimentas do Hero of Time (referência ao OoT) da sua avó. Ele conhece Tetra, uma pirata, que o ajuda a resgatar sua irmã, que foi seqüestrada por um pássaro gigante. Em outra parte mais avançada da história, Link falha em resgatar a sua irmã, e é resgatado por um barco falante, o King of the Red Lions, e eu vou parar de contar a história pra não dar spoil.

A “mecânica” principal do WW é sair velejando por aí, explorando o pouco que restou de Hyrule (as ilhas). O ponto mais forte do jogo é a exploração do mar. O King of the Red Lions é um barco a vela (diferente do barco motorizado do Phantom Hourglass, que falarei mais na frente), e pra velejar você precisa do Wind Waker (tãdã!), um artefato que controla os ventos. Daí é só alegria. Existem treasure charts que você consegue no decorrer do jogo pra achar uns tesouros no fundo do mar, além do fato de que esse jogo achou uma utilidade e balanceamento pra quantidade de rupees! Nele, você REALMENTE gasta as rupees, com um monte de coisas (espere até chegar nas triforce charts…você vai passar a odiar o Tingle).

Na minha opinião, mesmo o Wind Waker sendo mais um Zelda relativamente fácil (dungeons não muito desafiadoras, ataques devastadores com o Z target e etc), é o meu terceiro Zelda preferido. Tenho amigos bem próximos que simplesmente odiaram o cel-shading e a temática de velejar por aí explorando ilhas, e simplesmente não conseguem jogar. Eu acho isso uma tremenda macaquice.

The Legend of Zelda: The Minish Cap (2004, GBA)

Esse Zelda passou quase sem feder nem cheirar, devido ao alarde com relação ao Twilight Princess. Mas eu zerei com gosto. É um Zelda bem curtinho, mas tem coisas interessantes relacionadas a gameplay.

Como por exemplo, ao invés da típica “fadinha”, Link tem dessa vez a companhia de Ezlo, um chapéu que reduz o tamanho do Link ao tamanho dos Picori, uma raça minúscula que vive em Hyrule, fazendo-o acessar locais que não são possíveis no tamanho normal. Nesse quesito é onde se concentra a mecânica do jogo, ficar trocando de tamanho constantemente em dungeons e etc.

Outra coisa interessante são as Kinstones. São fragmentos de medalhões que você encontra ao longo da jornada, que juntos (tem o lance da especificidade dos pedaços) podem abrir um local antes secreto, e coisas do gênero.

É um jogo bem curto, zerei em dois dias. A dificuldade é muitas vezes ridícula, mas nada que estrague a diversão. Um ponto negativo é que muitos itens são de uso específico, por exemplo, pra apenas uma dungeon, e você raramente vai usar durante o resto do jogo.

The Legend of Zelda: Twilight Princess (Wii/Gamecube, 2006)

Eu esperei esse jogo desde o seu anúncio, na E3 de 2004. Disseram que iam lançar em Novembro de 2005, mas adicionaram mais um gélido ano de espera, e tive que me conter até o dia 13 de Dezembro de 2006, que marcaria o lançamento pra Gamecube. Isso nem quer dizer que joguei em Dezembro…só fui por as mãos no jogo em meados de Março de 2007.

Esse jogo talvez tenha sido o mais pressionado de toda a série. Uns acham que foi o WW, pelos motivos que citei lá em cima. Mas esse tinha realmente o papel, a obrigação de superar o Ocarina of Time. Todo fã, quase que inconscientemente, esperava isso. Primeiramente porque se tratava não mais de outro cel-shading cartunesco, como o super criticado WW. Isso deixaria o jogo mais próximo da realidade do OoT. Depois, sabia-se que o Link seria um adolescente o jogo todo, e a massa sabe que é uma grande satisfação jogar com o Link adolescente, embora na maioria dos jogos, controlemos uma criança. Outro ponto é que seria um jogo lançado no crepúsculo de uma geração e na aurora de outra. As possibilidades de se fazer um Zelda com todos esses pré-requisitos citados aí, que deixe os jogadores boquiabertos, são bem amplas.

Quando eu joguei o jogo pela primeira vez (na casa de um amigo, antes de ele me emprestar), a sensação foi simplesmente indescritível. O jogo é de fato muito lindo, dentro do contexto da série. Todos os controles são muito bem elaborados, a interatividade com os NPC’s, as quests e tudo o mais. Como eu costumo dizer, quando consegui o jogo e botei no meu Gamecube naquela noite de março de 2007, comecei jogando alegre e satisfeito, lá pro meio do jogo minha cara foi ficando menos alegre, e lá pro final eu já estava sério.

Acabou não sendo tudo o que eu esperei. Mas calma, não vou fazer nenhuma crítica radical a esse jogo. Ele é o meu segundo favorito da série toda. O que acontece é que eu acabei sendo mais um dos que esperou demais por um jogo que superava Ocarina of Time. De fato, esse jogo o supera sim, em vários aspectos, mas não completamente.

Esse jogo não tem (se tem, é bem pouco) aquele toque característico de conto de fadas simplório que todo o Zelda tem. Provavelmente essa era a vontade dos criadores, deixar o jogo meio “dark” e dar uma complexada na história. Mas pra mim (leia de novo, pra mim) ficou complexada demais, e fugiu um pouco do espírito da série.

No início do jogo, você controla o Link, já adolescente. Ele é simplesmente um fazendeiro que vive em Ordon Village, da província de Ordona. Uma hora ele persegue um monstros que raptaram seus amigos, e é levado pro Twilight Realm, onde lá possui uma forma de lobo e é preso no castelo de Hyrule. Uma criatura infernal chamada Midna o ajuda a escapar de sua cela. Ainda lá, eles encontram, claro, a princesa Zelda, que explica que Rei do Twilight, Zant, está tentando unir as duas dimensões (Hyrule e o Twilight Realm), fazendo com que o Twilight tome conta de Hyrule. Aí o Link e a Midna vão tentar impedir isso de acontecer.

Não desmereço a arte do jogo. É simplesmente linda. Mas essa história é levemente tosca. Únicos pontos positivos que eu vejo que essa história trás, são: as áreas do Twilight, que são bem bonitas; O Link em forma de lobo, que é bem legal de manipular e o sistema de teleports que tem no jogo, facilitando a movimentação no mundo GIGANTESCO que é a Hyrule do TP.

Falando do tamanho da Hyrule, pouco antes do lançamento do jogo boatos ecoavam pela Internerd, que diziam que demorava uma hora e meia pra cruzá-la completamente. A CAVALO. Isso soou estranho, e era balela mesmo. O mundo é realmente grandão, demora um pouquinho pra chegar aos lugares ainda sem os teleports, mas cavalgar é, convenhamos, extremamente gostoso nesse jogo (mais que no Ocarina), e isso não foi problema, pelo menos pra mim.

Citando a dificuldade desse jogo, foi o segundo mais fácil que já joguei. O mais fácil até agora é o próximo da lista, e parece que estão diminuindo a dificuldade a cada jogo, isso assusta.

Eu acho que o jogo dispensa mais comentários. Jogue antes de morrer o Zelda que marcou o fim de uma geração e o início de outra. E trave uma batalha épica contra Ganondorf, mais uma vez (opa..spoil.).

The Legend of Zelda: Phantom Houglass (2007, NDS)

Temos aqui uma seqüência direta de Wind Waker, e o atual caçula da série. Ainda temos em foco as viagens por um “Great Sea”, só que dessa vez em um barco motorizado e customizável. Sim, você vai conseguindo peças novas pro seu barco e vai “montando” à medida que o jogo avança.

Navegar nesse jogo tem seus pontos positivos e negativos. No Wind Waker, você tinha que usar o Wind Waker pra controlar o vento na direção onde você quer velejar. No Phantom Hourglass, você simplesmente desenha um percurso a ser seguido pelo barco, e não faz nada além de esperar chegar até o destino. Um ponto pro PH? Talvez. Se você gosta de meter a mão na massa, vai preferir WW. Se você é preguiçoso, vai preferir PH. Mas nem tudo é um mar de rosas. Não significa que você vai desenhar uma rota, seu barco vai ir até lá e você vai poder ficar longe do DS até chegar lá. O mar do PH tem bem mais perigos que o mar do WW. Aparecem uns monstros aleatórios, consecutivamente, e até uns obstáculos pra pular. Isso é bem nonsense, mas foi um meio que acharam de fazer com que você não se afaste do DS enquanto seu barco ta percorrendo o percurso.

A história do jogo simplesmente se baseia, inicialmente, em velejar junto com um pirata imbecil. Lineback, e adquirir os espíritos das fadas malandras (Power, Courage e Wisdom) pra te guiar até o Ghost Ship, onde sua amiga Tetra está presa. Depois de passar três templos no jogo, e conseguir os três espíritos, elas vão te guiar até o Ghost Ship, onde você descobre que a Tetra está transformada em uma estátua de pedra. Pra salva-la, é preciso derrotar o vilão do jogo, o Bellum. Pra isso, é preciso forjar uma espada, a Phantom Sword, com três “pure metals” chamados Crimsonine, Aquanine e Azurine. É, acho que resumi bem.

É muito legal jogar um Zelda no DS. Uso freqüente do microfone (em certas partes você deve gritar no microfone, pra chamar pessoas, ou gritar o mais alto possível, pra adquirir uma recompensa, coisas do gênero), jogo completamente na stylus, que eu achava que seria uma experiência tosca, até jogar. E nunca foi tão divertido usar o boomerang.

Enfim, se puser as mãos em um DS, jogue. É uma ordem direta.

E aqui termina o mega post. Caramba, foram oito páginas de puro texto no word, o maior post da curta história desse blog, e eu espero que algum povinho peculiar leia. Escrevi esse post em dois dias, no primeiro escrevi até o Minish cap, e retornei a escrever uma semana depois. Mais uma vez ressaltando o que já foi ressaltado diversas vezes no texto, muito do escrito lá é, simplesmente, a minha opinião.

Ah, claro que não tirei tudo da minha cachola.

Fontes:

http://en.wikipedia.org

http://www.gamespot.com/

http://www.zelda.com.br/

Se você é fã, leu até aqui. Parabéns! You got a Red Rupee!

Revivendo o Dual Screen

Devido ao vício em estado patológico que eu alimentava no WoW, eu deixei meu DS um pouco de lado. Agora que as aulas começaram eu fui “esporrado” desse MMORPG dos infernos, pelo menos por enquanto. É necessário uma boa parcela da tua mente/corpo pra aguentar a porrada de uma faculdade. E eu fico pensando ano que vem, que eu pretendo fazer DUAS. Então, essa foi a chance que eu precisava pra me apegar mais ao meu portátil, este que é conhecido por ter uma penca de jogos casuais, ”instant fun”, justamente o que eu preciso agora.

Tudo começou segunda-feira, quando de repente eu vi minha vida como uma grande poça de merda dentro daqueles banheiros “cavados” naqueles quintais ribeirinhos. Uma merda esquecida no fundo do quintal. Realmente, uma boa parcela das coisas anda dando muito errado por aqui. Justamente nesse dia meu amigo, que também tem um DS, resolve me emprestar o R4 dele, contendo uns 20 jogos. Foi o suficiente pra eu esquecer os problemas quase que instantâneamente. Aí dane-se tudo né…como disse um amigo meu, vou ”fall in love” com o meu DS.

Começamos a jogar já na sala de aula, na hora do intervalo. Elite Beat Agents.

Eu sempre tinha preconceito com esse jogo, não sei bem por que. Talvez uma mistura das imagens que eu via, junto com as músicas contidas lá que outro amigo meu comentava. ”Um jogo de ritmo com YMCA? E o povo acha legal? Mas que diabos?”, eu pensava. Isso até começar a dar as primeiras batidinhas rítmicas com a stylus. Esse jogo realmente merece um review aqui. Tô totalmente viciado. Cheguei depois da aula e fui logo jogar no R4 do meu amigo. Testei um monte de jogo que tinha lá, incluindo Contra 4, Final Fantasy XII…mas o vício ficou mesmo por conta do E.B.A.

Aí ONTEM de manhã eu acordei pra receber o meu salário atrasado e me dirigi à querida rua Marcílio Dias aqui do inferninho (Centro de Manaus) pra adquirir o meu R4. Mas, misteriosamente, a loja que antes vendia não vende mais. Talvez tenham colocado as caixas em vitrines mais afastadas da rua, ou coisa parecida. Mas eu nem vi. Daí nem pensei duas vezes, fui em uma outra loja que eu já sou cliente e comprei meu Pokémon Pearl.

Que por sinal já tá com 6 horas de jogo, desde ontem à tarde. Pra um gamer como eu, isso é ridículamente pouco, mas sabe como é né. Aula. Livros pra ler. Dentre outras coisinhas que chupam o tempo. Mas eu sempre arranjo um tempo pras minhas nerdices, afinal…

O que eu tenho a dizer sobre o Pearl antes de um possível review seria…óbvia e significativa melhoria gráfica, sonora e musical (acabaram-se as melodias enjoadinhas, agora tá até mais ”adulto”), muita coisa nova (formar grupos, ”dress-up pokemon”, dentre outras), muitas funcionalidades novas, proporcionando um gameplay quase que totalmente novo, com o uso da touch screen (mesmo ainda sendo possível realizar tudo pelo bom e velho direcional), pokémons novos até ”engolíveis” (me privei de rever aquela lista dos pokémons novos, pra ter uma certa surpresa no jogo) e etc. O que não me agrada é que nessas novas gerações de pocket monsters tá vindo uns cada vez mais complexos, uns tipos bizarros, água/terra, wtf? Sem contar que fica uma coisa meio ecologicamente e cronologicamente sem fundamento, os pokémons dos primeiros continentes são menos complexos, isso quer dizer o que? Que o continente é mais novo? Que os continentes desses jogos atuais são mais antigos? Relaxem, isso é pensamento de doido mesmo. Sem contar que desde a geração R/S/E, foderam/complicaram tudo com aquela putaria de effort points e etc, antes era tão mais legal simplesmente assassinar pokémons selvagens/obliterar pokémons de treinadores inimigos até o lvl 100 e pronto…não precisava complicar tanto.

Enfim. Transmissão finalizada. Fica aí no aguardo dos reviews, se eu lembrar.

Guias World of Warcraft – Frost Mage (parte I)

Então, você se viu de repente sentado aí na frente desse monitor. Já havia jogado quase todos os MMORPG’s do planeta, estava entediado, com dor de cabeça e muito, muito puto. Também já havia jogado todos os Dating sims do Newgrounds, quase todos os jogos single player de PC, além de ter visto os vídeos mais interessantes do YouTube. Viajando pelos abismos da Internerd, eis que você vê aquele jogo, que você evitou por motivos obscuros até então. Aquele, que todo mundo comenta, que todo mundo JOGA. Inclusive perde a vida (em todos os sentidos possíveis) jogando. Oh, meu deus. Você achou World of Warcraft.

Seus amigos enchiam o saco durante meses pra você jogar, mas você nunca jogou por ser um imbecil preguiçoso. Afinal, é uma Odisséia baixar esse joguete, uns 6 GB com expansão. Você tem uma net de 64 kb, você é corajoso. Um fã doente da saga Warcraft, vai lá e baixa esta droga por VINTE dias.

Vamos pular a parte que você passa DEZESSEIS HORAS POR DIA jogando. Vamos direto ao assunto. Você jogou com quase todas as classes do jogo, e agora, decidiu jogar de Mage.

Que master of the arcane porra nenhuma. Frost mage. Aquela porrinha frágil como de costume, que dá menos dano que o Fire Mage, mas que por outro lado é mais divertido e eficiente no PVP. É tendo esse pensamento em mente que decidi fazer um guia básico do Frost Mage. Muita gente, que tem preguiça de ir em alguns dos milhares de sites sobre WoW e dar uma estudada na classe prefere ler uma coisa simples e direta. Só lembrando, isso é ESTRITAMENTE direcionado pra quem joga WoW. No post anterior eu dei uma dica de site, pra quem não joga. E outra, muita coisa que eu vou escrever aqui é MINHA observação de um mage. Muita coisa também eu vou tirar de sites como WoWWiki, Thottbot…aqueles, que você viciado terminal deve conhecer.

Então, vam’cumeçá.

 

VISÃO GERAL

 

Primeiro, tenha em mente que um mage é frágil, como todos os casters que você conhece no mundo dos games são. Em contrapartida, são os malucos com maior DPS do jogo. Numa luta, você vai querer manter distância do mob/player, o que é particularmente fácil fazer com frost mage. Por quê? Frost Nova e chill effects, amigo. Coração da estratégia, seja em PvE ou PVP, de um frost mage. Mais tarde eu falo mais sobre ela, quando estiver falando de build/skills e talents.

Como eu havia dito, a principal “área de atuação” de um mage especializado nessa skill tree são os Chill Effects, Freeze, e etc, que deixam o inimigo lento/congelado. Enquanto isso você, sempre de longe, com Frost Bolts e coisas do gênero, mantendo a distância com Frost Nova e metendo com força e profundamente nos adversários.

Frost também concede ao mage a possibilidade de escapar FACILMENTE de uma situação de perigo. Se a classe já tem Blink, Mana shield, de quebra ainda terá Ice Barrier da frost tree. É relativamente fácil escapar de ambushers (aqueles rogues folgados que já chegam enfiando a dagger por trás enquanto você está matando mobs alegremente), e outras situações, como por exemplo, 5 mobs correndo atrás de você, que podem ser parados, todos, com Frost Nova enquanto você sai spammeando Blink, lol’s e /silly.

Pra finalizar, é uma tree divertida. Bem mais divertida de se jogar do que Fire, a meu ver. Ta certo que Fire causa praticamente o dobro de dano, é overpower pra upar e tudo o mais, porém é como eu já disse, frost é mais eficiente no PvP. Não há problema algum em upar com Frost, no final das contas. Mas vai do gosto de cada um. E se você leu até aqui, já sei o que você gosta, então continuemos.

 

BUILD

 

É claro que vou falar da minha build aqui. E sim, vamos estudá-la.

 

http://www.wowhead.com/?talent=oi0VZZVAMcofxoiqt

 

Simples, com algumas variações. Tem os clássicos pontos de suporte em Arcane, que ajudam em resistência a tuas magias além de Arcane Concentration, que é super útil, 10% de chance de reduzir o mana cost da sua próxima spell de dano.

Sem muita enrolação, falemos da parte Frost do negócio.

Primeiro: Sacrifiquei os 3 pontos em Elemental Precision aí, e mais 2 em Arcane Focus lá em Arcane, pra deixar as coisas a meu gosto. Quem precisa de míseros 3% a menos de mana cost nas spells? No lvl 70 é mana que não acaba mais. E o efeito secundário também é besta.

Então, você chegou no lvl 10, começa a distribuir os pontinhos nos talentos. Deixe Arcane pra depois. Vá colocando pontos em frost, sempre nos talentos com ajuda/resultado imediato. Deixe os “menos importantes” pra depois. Comece logo metendo 5 pontos em Improved Frost bolt, pra reduzir um incrível MEIO SEGUNDO do casting time (acredite, isso faz uma diferença incrível). Frost bolt é a magia primária que você vai usar como frost mage, chamando mobs, usando após frost nova…trate-a bem. Logo depois, 5 pontinhos em Frost Shards. 100% de critical bonus, fujam para as colinas. A essa altura, já tem Frost Nova e deve estar começando a brincar com ela (e com os outros). Mas pode deixar pra depois, frostie. 3 pontos em Piercing Ice, são 6% a mais de damage pras tuas frost spells. Icy veins, esqueça por enquanto. 2 pontos em Improved Frost Nova, e lá se vão 4 segundos do cooldown chato que a BLIZZARD sempre coloca nas melhores magias. Shatter, outro coração da estratégia (já são 2, se chegar a 10, teremos uma minhoca ao invés de um frost mage). Ponha 5 pontos pra combar com Frost Nova, 50% de dano crítico em alvos congelados. Ficando interessante, não?

Arctic Reach é fundamental pra aumentar range de Frost Bolt, Blizzard e área de efeito do Cone of Cold/Frost Nova. Acredite, é muito fácil errar o range dessas duas magias (o que com prática é superado), então Arctic Reach é fundamental. Frost Channeling vai te deixar mais à vontade pra gastar 15% a menos nas tuas frost spells, em contrapartida, vai reduzir 10% da threat causada pelas mesmas. Who cares, anyway? Deixe Improved Cone of Cold e Permafrost pra depois. O que importa agora é chegar no Water Elemental no menor tempo possível. Pode meter Icy Veins agora, se quiser. Depois, Cold Snap, que elimina a porra do cooldown de todas as skills usadas recentemente.

Depois, Winter’s Chill. 5 pontos nessa belezinha te garantem 100% de chance de aplicar o efeito do talento, aumentando em 2% a chance de crit. De uma frost spell no alvo. UP TO 5 TIMES. São 10%. Agora, some isso com Shatter, Ice Shards…meio foda. Ta babando aí? Já pode ir metendo ponto em Ice Barrier! ASAP! Sobe um escudinho pra absorver dano, e tu ainda não perde casting time enquanto ele estiver ativo. Útil pra caramba.

Depois vai em Arctic Winds, pra aumentar 5% do dano total das frost spells, e diminuir em 5% a chance de um hit melee ou ranged te acertar. Heh. Empowered Frost Bolt vai transformar aquela tua singela magia inicial em uma navalha, 10% de todos os bônus de spell damage e mais, MAIS 5% de chance de crit.

Ufa. Finalmente, o teu Water Elemental. Aquele clássico summon do Archmage no Warcraft 3, lutando ao teu lado. Aliás, viciado, o frost mage te lembra uma mistura de Archmage com Lich, pelo Frost Nova? É, aqui também. O Water Elemental é um minion, logo é como controlar um minion de warlock ou um pet. Use as hotkeys para acionar comandos como atacar ou mudar modo de luta (agressivo, defensivo, essas coisas), isso acelera bastante as ações. E a belezinha ainda pode congelar.

Sinta-se livre pra por os pontos em Permafrost e Improved Cone of Cold quando quiser. 2 pontinhos em Permafrost pra aumentar os chill effects em 2 segundos e mais 7% de redução de velocidade. Pobre de quem estiver na tua frente. Eu já lutei com frost mage como warrior, e é CHATO ficar andando mais devagar que aqueles critters lvl 1. Cone of Cold é uma excelente magia pra usar quando o inimigo ta congelado ou não, dá um dano modesto (alguns momentos emparelha com Frost Bolt), é instant e tem um cooldown até aceitável, sendo possível usar várias vezes numa batalha. 35% a mais de damage não é nada mal.

Pronto, primeira parte do guia básico foi essa. Na próxima parte pretendo falar de impressões end game, PvP versus cada classe, PvE, profissões recomendadas e sets. E mais um coisa: se for copiar, COPIA DIREITO. Faz citação. É parecido como quando nós vamos escrever um artigo científico e ”roubamos” a idéia de algum maluco. Fazemos a citação do nome do cara e ano que ele falou aquilo, em seguida. Não custa nada, né?

C’est la vie.

O tempo não existe…

Isso mesmo. Esqueçam o tempo absurdo que fiquei sem atualizar. Porque, afinal, o tempo não existe. Se ele não existe, eu posso inventá-lo. Hoje é 2 de janeiro, e eu tenho novidades pra cacete.

Brinks. Na verdade eu viajei na velocidade da luz por um tempo. Por isso o blog ficou abandonado. Na verdade, todos viajamos! 12 de fevereiro? Que brincadeira é esta…Bom. Como eu havia dito, tenho umas novidades interessantes e um conselho a dar aos amigos leitores, e como eu sei que muitos são nerds vegetativos, preciso lhes dar esse WARNING:

Fiquem longe do jogo World of Warcraft. Foi esse troço que me tragou o mês de janeiro inteirinho, me fez esquecer o tempo, o espaço, me fez viajar na velocidade da luz…enfim. Trata-se de um jogo manipulador que a Blizzard criou pra arrecadar dinheiro de uma galerinha esperta que não faz nada da vida além de jogar, e também para destruir lares bem estruturados, vidas sadias e interação social entre os macacos.

Embora eu esteja dando esse conselho…eu não vou parar de jogar. Só estou falando isso pra manter os noobs afastados dos servers e não sobrecarregar, dá muito lag, atrapalhando grinding/questing/instances. Além do mais, noob é noob, e enche o saco. Ditto? Não jogue. ÇOME DAKI.

PÓREM, se você que estiver lendo não for um noob, tiver mais de 15 anos, estiver pronto pra abandonar uma parcela significativa da sua vida e levantar um alicerce viril do desenvolvimento nerdal para todo o sempre, acesse: http://www.wow-brasil.com/zohar/ e, por favor, ME WHISPA.

Outro assunto de suma importância é que minhas aulas começaram ontem. Estou estudando de noite, agora traçando parábolas pro caminho de volta pra casa, passando por lugares onde eu possa reduzir pelo menos 33% da marginalidade do centro da cidade às 22:00. Sem falar que nossa turma juntou com a da noite, a típica turma dos engomadinhos que falam pra cacete e fazem 30 minutos de pergunta após a professora explicar 20 minutos de matéria. É dose. Eu sei que pesquisador tem que ter o dom da dúvida, da pergunta e da crítica. Mas excessividade de dúvida, pra mim é burrice. O maior do de um pesquisador é…pesquisar. Sacas? ”Eu dou aos meus alunos o maior presente que lhes poderia dar como professor: a oportunidade de aprenderem sozinhos”, disse uma professora minha.

Enfim…é isso. Tô de volta, eu acho.

Motivos pra adquirir um DS

Tô aqui pra botar na cabeça de vocês uns motivos básicos pra comprar um DS. MOTIVOS BÁSICOS. Nada muito profundo.

Esse portátil tá virando minha cabeça. Foi uma aquisição maravilhosa, e logo estarei com o acessório que consolidará minha vitória nerd. Sem enrolação, são 03:24 AM e eu tô meio retardado, preciso dormir logo, então vamos aos fatos:

1- O motivo principal de eu comprar o DS foi o R4. R4 é um acessório que, em conjunto com uma memória Micro SD, fará o seu divertimento no DS uma coisa gratuita. Pra sempre.

Simples de explicar: R4 é como se fosse um cartucho de DS, só que sem memória. Tem um slotzinho lá pra por uma memória, é aí que entra a Micro SD, de preferência com 2 GB. Bote isso num outro acessório que esqueci o nome pra plugar a parada via USB, e jogue suas roms de DS dentro. Retire a Midro SD, ponha no R4 e tchau. As roms magicamente abrirão no teu DS. FÁCIL, RÁPIDO, PAGAMENTO ÚNICO, PIRATARIA ROCKS, END OF HISTORY.

2- O DS é lindo. O DS que eu comprei (Onyx Black) é sem dúvida o mais lindo deles, à prova de sujeira (por ser preto), e é meio blindado por fora. Estamos falando de design aqui, senhores. Comparado ao fat, o lite é infinitamente superior e fodão. Design interno e externo, completamente modificado. Fácil de segurar, não cansa, os botões R e L no início eu achei esquisitos, entrei em pânico. Mas depois de um tempo, acostuma. A limpeza do bicho é completamente easy, seja pra limpar as telas quando fora. É tudo bem lisinho. Shiny. Estou apaixonado. Se liga no gostosão:

3- Jogos bons. O conceito de jogos bons varia de pessoa pra pessoa. Mas a MINHA pessoa adora Zelda, Metroid, Castlevania, Resident Evil, Mario e o resto. São nomes velhos? Tá. Mas lançam jogos novos!

Outra coisa que eu vivo falando é que, por ser portátil, tem muito título novo, arriscado, e bom. RPG’s então, nem se fala. É uma boa pedida pra gamer casual ou não.

4- Interatividade! Caramba, é como um mini Wii. Tem jogo que se joga 100% na stylus. Tem jogo meio tosco também com uso da stylus, como o Metroid Prime Hunters (terror dos canhotos), mas a maioria é muito delicioso de jogar. É muito bom quando você tá lá jogando Trauma Center ou Brain Age, e junta uma multidão pra ver você fazendo operações no povo com a stylus, ou resolvendo testes. Isso não tem preço.

5- Muitas funções, claro. Dá pra escutar mp3 no bicho, ver fotos, acessar a internet, e até dizem que dá pra emular SNES. Ô lôco, caçula.

6- O brinquedinha FECHA. Até o modelo fat fechava, Thiago. E daí? E daí que eu adoro jogar isso na cara dos PSP fan boys. A TELA NÃO ARRANHA, LOSERS. Só se o dono for meio tapado.

7- A bateria recarregável também rula. Chega de pilhas, caras. Se liga só: Carregue o DS por 4 horas e jogue 16. Legal? Agora olha isso: A bateria pode recarregar 500 VEZES antes de apenas perder 30% de sua longevidade.

8- Tem os tais jogos ”similares”, cópias perfeitas dos originais, com capa, e tudo. E mais baratos.

9- Eu poderia continuar até 20, mas porra. Tô com sono. Então, pra finalizar, DS NA MÃO, CALCINHA NO CHÃO. Eu falo sério. Com esse artefato em mãos, você terá todas as cocotas à seus pés. Elas não resistem ao charme de Trauma Center, Brain Age, New Super Mario Bros., e etc. Compre já o seu e mantenha-se equipado. Talvez a stylus tenha um uso extra, quem sabe.

O portátil.

É, eu sei. Faz um tempão que eu não atualizo. Segundo o wordpress, faz uma semana, mas pra mim parece um mês (noção de tempo ruim). Mas foi de propósito. Eu prometi que atualizaria isso aqui de novo com um post falando do meu NINTENDO DS.

Portáteis. É o que eu sempre falo, conforto ao jogar, praticidade…uma penca de novos sucessos (por ser, digamos, uma plataforma ”teste”). Esses tempo eu fiquei vidrado no Dual Screen, o portátil da geração atual da Nintendo.

É com louvor que eu digo: depois de UM MÊS na seca, abocanhei um pela bagatela de R$ 500 + Castlevania Dawn of Sorrow. Quer detalhado? Vamos lá.

Desde uns dois meses atrás, eu e um amigo meu da faculdade (também viciado em jogos) estávamos planejando comprar o brinquedinho. Ele comprou primeiro (nós dois somos bolsistas do CNPq, nem queiram saber o que é isso, MANTENHAM DISTÂNCIA) com o dinheiro da bolsa, e eu comprei o meu, aproximadamente umas 2 ou 3 semanas depois. Eu juntei R$250 e recebi, ONTEM, mais R$300, pra completar os R$550 e ”abocanhar o brinquedo”. Lá estava eu, com R$550 reals, andando a pé na cidade de Manaus, indo comprar uma coisa INCOMUM, aqui na cidade, e pior ainda, pra um cara da minha idade. Mas foda-se, né. Cheguei na loja e não conversei demais: -”Me vê um DS lite preto ae.”

Como sempre, o vendedor noob querendo me ”vender jogos generosamente baratos” (150 reals), e eu zuando com a cara dele dizendo que com isso eu compro um R4 + micro SD de 2GB (fake, é mais caro) e tenho todos os jogos do portátil forever. Saí de lá com o artefato dentro da bolsa, e literalmente voei de volta pra casa. Chegando, ainda todo suado, abri a caixa, lavei as mãos BEM LAVADAS ANTES e toquei na RELÍQUIA. Um sonho realizado, às custas de vício/dinheiro de pesquisa científica. Vem tudo bem organizado pra cacete na caixa, abrindo logo de cara tem uns manuais, umas paranóias, vem DUAS stylus, tudo bonitinho e pronto pra jogar. Eu não comprei jogo ontem, mas comprei hoje o Dawn of Sorrow, joguei umas duas horas e o DS descarregou (não carreguei ontem pela primeira vez), e agora está ali na cômoda, carregando.

Nem precisa dizer que eu tô feliz pra cacete. Como eu disse hoje mais cedo, enquanto jogava Mario Kart com meu amigo em plena aula de micologia, ”melhor aquisição da minha vida”. Deixo aqui a dic a: DS NA MÃO, CALCINHA NO CHÃO.

Post digitado na pressa porque daqui a pouco tem freeroll (tô devendo um post sobre poker).

Próximo post: motivos para se ter um DS.

Review: Summon Night: Swordcraft History

Aqui vai um review pequeno que publiquei um tempo atrás no site http://www.romsparagba.com/. Sim, eu sei, tô publicando coisa velha, mas tenho certeza que ninguém que está lendo este post agora já leu esse review (tirando uns amigos), então é útil enquanto eu não faço um review de Warcraft III (que é o que estou jogando). Então vam’lá.

Summon Night: Swordcraft History, review feito por este que vos fala.

Geral
Nota: 9

O Gba é um portátil admirável quando falamos na cena dos RPG’s. Sendo um portátil, é usado para mostrar à comunidade de gamers uma série de títulos do gênero, totalmente novos. Um deles é Summon Night: Swordcraft Story.
Desenvolvido pela Flight-Plan e publicado pela Banpresto, temos um RPG novinho em folha e no mínimo ousado. A base do jogo se dá na criação de armas, que podem ser usadas nas batalhas. São disponíveis aos jogadores espadas, machados, lanças, luvas e até brocas! O jogador (ou jogadora) é um ferreiro, e deve coletar materiais para forjar suas armas.
A batalha do jogo lembra Tales of Phantasia, diposição horizontal, você corre, pula, e claro, acerta os oponentes com sua arma (que pode desgastar e quebrar em batalhas mais longas) sendo importante estar usando sempre três armas.
Você dispõe também de uma criatura ‘summonada’ que auxilia nas batalhas usando magias de ataque, defesa, cura e etc. Existem quatro no jogo, qual será a sua depende de certos fatores.
Summon Night é um RPG divertidinho, nada que valha o maior dos esforços pra ser finalizado, mas garante boas horas de diversão.

História
Nota: 8

Você é Cleru, um craftknight que tem um sonho: se tornar um craftlord. Há um campeonato em sua cidade para determinar quem galgará o novo posto, e Cleru entra na disputa. Mais pra frente no torneio a coisa vai ficando preta e ele vai se envolvendo em conflitos entre cidades e craftlords e mistérios envolvendo espadas forjadas por seu pai, e uma misteriosa deusa.
Não precisa dizer que a história muda se for uma menina, mas não a essência. Outras mudanças também ocorrem com escolhas nos diálogos, fator que sem dúvida aumenta o replay.
A história fora do contexto do torneio não empolga tanto. Sim, é meio fraquinha. Mas a parte de se tornar um craftlord pode ser a coisa mais clichê nos rpgs, mas nunca cansa.

Gráficos
Nota: 7

Uma screen da batalha.

Medianos. Para a época de lançamento, poderia ser muito melhor. Existem sim pontos fortes nos gráficos (batalha), mas deixa a desejar, e muito. Jogos de 2002 superam este muito facilmente. Era esperado bem mais. Até os efeitos de magia não são lá muito chocantes, quano deveriam. Um ponto fraco.
Som
Nota: 5

Efeitos sonoros também são medianos. É decepcionante ver que um jogo de 2006 tem qualidade sonora de jogos de game boy color, algumas vezes. Mas é perfeitmente jogável, muitos não ligam (eu) ou nem prestam atenção.

Música
Nota: 6

Poucas melodias são fortes, daquelas que você se pega assobiando pela casa. Claro que há exceções, como a música da central tower, batalha e etc. Os efeitos sooros é que não ajudam muito. Muitas vezes me peguei lembrando de músicas dos zeldas de gameboy color enquanto jogava.

Nota Final – 7

E como diz o Al Pacino no filme ”Perfume de mulher”:

Na dúvida, fode.

Iniciando os posts sobre jogos.

Bom, quem me conheçe sabe que sou aficcionado por jogos. Taradão mesmo. Sou um jogador um pouco ”velho”, peguei épocas como a do Nintendinho/SNES/Mega Drive e outros, e CONTINUO gostando dessas plataformas, jogando-as com frequência e tal. Um tempão atrás (entendam menos de um ano, minha noção de tempo não é confiável) eu escrevi um review pra um blog de um amigo (hoje esquecido) do jogo Shadow of the Beast (MD/AMIGA). Ok ok, tá mais pra sátira, mas após jogarem, e SE jogarem, vocês entenderão que não há nem como fazer um review sério da bagaça. Então lá vai. Má leitura.

Review: Shadow of The Beast
Plataforma: Genesis, AMIGA
Feito por: Necromance_

Em uma tarde quente característica da minha cidade, lá estava eu navegando por fóruns cheios de hardcore gamers
quando me deparo com um tópico de ”jogos impossíveis”, onde era bastante comentado o jogo
”Shadow of the Beast”, de mega drive e AMIGA. Li comentários cabulosos, gente falando que era um jogo
realmente impossível e que os
próprios criadores decidiram que seria assim. Lendo aquilo me pareceu um tanto cômico. Que espécie de jogo seria feito
para não ser zerado?
O sorriso na minha cara só durou até eu baixar a rom e rodar no emulador. Sagaz como sou, baixei logo pra dedicar um tempo
ao zeramento desse jogo dificílimo e adquirir mais amigos pra andar no recreio.
Primeiro de tudo: Que jogo consegue ser tão tosco a ponto de não ter uma apresentação? No inicio aparece uma tela com letras
alienígenas com nome do produtor, empresa e distribuidora do jogo, até aí ok. Depois uma tela com o protagonista do jogo, uma
espécie de inseto roxo misturado com álien, com uma ferida exposta na cabeça. Ele está segurando a palavra ”Beast”. Soberbo.

 

Então o jogo começa. O cenário é a coisa mais bizarra que já vi, chega até a dar medo. São montanhas, Luas gigantes
e ZEPELINS voando no céu. A atmosfera é violeta dando a entender que é um outro planeta. Eu gostei da trilha sonora.
É totalmente ridícula e psicodélica, se adequa bem ao jogo. Ao começar, também não há nenhuma apresentação.
Você é um alien que foi cagado do nada ali, naquele lugar, e deve lutar contra as forças do mal. Tomando o caminho da
esquerda, você chega até uma casa dentro de uma árvore (sim, uma CASA com uma porta confeccionada em madeira, tudo
bonitinho, em um planeta alienígena).
No caminho pra essa casa vi coisas interessantes. Do nada veio um rochedo por trás de mim, a 200km/h, jogado por, sei lá
quem. Nessa hora percebi que nesse jogo você tem que liberar um soco um segundo antes do inimigo chegar, para haver uma
conexão perfeita entre o seu punho e o projétil! (sim leitor, o projétil. Montros voadores vem voando EM LINHA RETA para você,
como se tivessem sido lançados, e ainda vem em uma velocidade estúpida). Logo percebi que pra se dar bem nesse jogo você
tem que pegar uma espécie de timing de ataque. Totalmente ridiculo, e tira metade da diversão.
Ok, depois de rochedos e morcegos me atacando de dia, entrei na casa da árvore. Logo na entrada, uma bola de fogo me acerta
por trás. Voltando pra verificar a parede, não tinha absolutamente NADA. Pura sacanagem do criador dessa merda de jogo.
Devo lembrá-los que nesse jogo você possui 12 vidas. Elas ficam postas no canto superior esquerdo da tela. Cada porrada que
você leva, uma vida vai embora. Se forem todas, é game over. Existem inimigos no jogo que, se encostam em você, é game over.
Se você cair em espinhos, esqueça o mario world e sonic playstyle. É game over.
Fui entrando pela casa da árvore, e me deparando com todo o tipo de animal bizarro..abelhas, gosmas, fantasmas..uma coisa
divertida nesse jogo é o pulo do alien. Experimentem segurar o botão de pulo pra ver o que acontece.
Do nada me deparo com um caveirão gigante. Fui dar uma simples porrada no desgraçado e era game over. Peguei minha bola
anti-stress, amassei-a um pouco
e fui jogar de novo. Voltei à casa da árvore, e dessa vez segui um rumo diferente até achar uma estátua segurando
uma bola. Destruí e ganhei um soco especial, que me permitiu matar o caveirão, mas é perdido logo em seguida.
Não vou continuar esse review por esse lado, até por que cheguei bem mais longe do que isso, e demoraria horas descrevendo
as coisas insanas que vi nesse jogo.
Os gráficos do jogo são bons para um mega drive, e foram bastante aclamados na época. Mas a dificuldade do jogo ofusca tudo isso
Parece que foi feito por malucos que sempre perdiam no futebol e na peteca, e resolveram se vingar criando um jogo para não
ser zerado.
A diversão é nula. Shadow of the Beast foi feito para te FRUSTRAR, ou seja, se você não for um hardcore gamer, nem jogue.
O replay é inexistente, visto que se você um dia zerar esta coisa sem estar com seus cabelos todos brancos e caindo, você
vai querer esquecê-lo o mais rápido possível.
Portanto, veredicto final:

 

Gráficos: 7,0
Gameplay: 3,0
Sons: 0,0
Música: 8,0
Diversão: 0,0
Replay: 0,0

 

Nota final: 3,0

Pra finalizar, imagens:

Tela de título. Viu? Igual como eu falei.

Caminho da direita. Não queira entender.

Ah, e um video: http://youtube.com/watch?v=KHU2guYH7Og

Assistam se forem capazes.