Mega post: The Legend of Zelda

Posso dizer, com certeza, que não existe e nem existirá uma série de jogos que me atraia mais do que The Legend of Zelda. Zerei a maioria dos jogos estrelados pelo moleque loirinho com sua roupa verde e sua Master Sword, que combate as forças do mal e salva a princesa do vilão, no final. Quando me perguntam se estou esperando algum release, pode contar que sempre vou falar “To esperando um Zelda novo aê”.

Já viciei muita gente em Zelda, também. Tinha amigos que sempre diziam que era um tipo de jogo “infantil” (e foi…até o Twilight Princess), e sempre metiam pau até começarem a adentrar nos confins de Hyrule e desvendar os mistérios e puzzles da cachola do Mr. Shigeru Miyamoto.

É devido à minha profunda admiração pela série e o fato de eu estar jogando o Phantom Hourglass no DS que resolvi fazer esse mega post. Vamos juntos adentrar na maravilhosa saga do nosso amiguinho Link através dos anos, em fantásticas aventuras para salvar a princesa Zelda, over and over again, do terrível mal que assola Hyrule! (Ah, como eu adoro isso…).

The Legend of Zelda (1986, Super Famicon)

E a sorte estava lançada! Ali estava um jogo de um gênero nunca antes desbravado. Ali estava um jogo que podia ser SALVO, vale lembrar. Não era mais um jogo daqueles “jogue rapidinho, tenha uma dor de cabeça súbita e zere, depois de umas horinhas”. Não! TLoZ era um ADVENTURE. Tens idéia de como isso foi absurdamente incrível, na época? A possibilidade de explorar um mundo fictício, conseguir itens/pedaços de coração, explorar cavernas com bosses e itens especiais no final pra ficar cada vez mais forte e repetir tudo de novo até chutar as nádegas rugosas do Ganon era algo muito, muito legal e desafiador. O jogo era tão mágico que até o cartucho foi lançado em uma cor diferente dos demais. Ele era dourado.

Outra coisa interessante é que junto com a fita, vinha uma espécie de guia. Uma coisa comum hoje em dia, mas na época era algo que não era preciso. Até aparecer TLoZ. Imagina o que se passou pela cabeça dos jogadores da época, quando se deparavam com um jogo tão inovador como esse, e com aquele pôster contendo world map, informação de monstros, itens, dungeons e tudo o mais? Imagina aí a sensação que os caras tiverem ao provar aquele gameplay totalmente novo, algo nunca visto, além da possibilidade de SALVAR e continuar a aventura depois. Quando eu falo do Zeldinha (eu chamo carinhosamente de Zeldinha os jogos até o ALTTP) me dá uma inveja desgraçada de quem viveu naquela época. Foi algo realmente histórico, e todo mundo que é aprofundado na história dos vídeo games, sabe disso.

Algo que é bom ressaltar também é a dificuldade de reunir informações sobre o jogo, naquela época. Hoje, qualquer dificuldade em qualquer jogo pode ser resolvida com um rápido acesso no google, digitando: “por favor, limpe minha bunda no jogo X, porque melei a cuequinha na fase Y”. Pra terem uma idéia, na época a Nintendo até proibiu que fossem publicados em revistas uns guias sobre o jogo. Nego tinha que ralar pra avançar. Poisé poisé poisé.

Esse é possivelmente o jogo que eu mais respeito de toda a série, afinal, foi o início, e todo início de alguma coisa de impacto como a série TLoZ é algo a ser lembrado com louvor.

Zelda II: The Adventure of Link (1986, NES)

Estranho. Certamente os magos que criaram a melhor série de jogos de vídeo game de todos os tempos ainda estavam confusos sobre o rumo que o gameplay iria tomar. Esse Zelda II foi lançado 1 ano após o magnífico TLoZ, e foi até famosinho na época, vendendo só 2 milhões a menos que o antecessor.

Mas como falei umas linhas acima, era um jogo muito diferente. O world map era maior que o do primeiro Zelda, e era uma coisa tipo world map de RPG, sabe? Porém as batalhas eram SIDE SCROLLING (puts!), bem como as dungeons, vilas e etc. Tem localizações nesse jogo que não aparecem em mais nenhum Zelda lançado até hoje, deixando a tarefa já enfadonha de posicionar os jogos da série em uma ordem cronológica que tenha algum sentido, um ato quase impraticável.

Nesse jogo, Link tinha que ir matando monstros pra evoluir. Lembra do world map parecido com RPG, a lá Final Fantasy? Poisé, acho que estavam tentando redefinir o gênero. Ainda bem que não vingou.

The Legend of Zelda: A Link to The Past (1991, SNES)

Esse sim! O grito pra fora do abismo (embora na época não parecesse). ALTTP inicialmente era um projeto pra NES, mas como o irmão mais velho do console já tava saindo, o projeto parou e migrou pro fantástico, imbatível e imortal SNES, permitindo um jogo maior e mais complexo.

Foi novamente lançado com cartucho dourado, refletindo aí o quão especial era a coisa (cartuchos dourados e outras coisas douradas relacionadas a Zelda viraram comuns, depois de um tempo). O gameplay do Zeldinha 1 retornou bem mais complexo, e o jogo era visualmente muito bonito. Agora o jogador tinha a possibilidade de explorar dois mundos, ambos gigantescos, e a dificuldade obviamente aumentou com isso. Zelda foi se tornando cada vez mais um jogo que exigia bastante da massa cinzenta do jogador, com seus enigmas e puzzles constantes. A qualidade sonora e musical também era algo impressionante, respect for Koji Kondo. Na minha opinião, esse jogo guarda uma das músicas mais lindas da série, o tema do Dark World. Quem conhece, sabe. Se não conhece, não tem problema.

Embora eu não goste de generalizações, esse Zelda é tido pela maioria como o melhor depois do Ocarina of Time. Está até hoje em top 100 dos melhores jogos de todos os tempos em vários sites de jogos. Pra mim, é um dos melhores. Tenho um carinho muito grande por esse jogo, bem como, acredito, qualquer fã.

Link’s Awakening (1993, Game Boy)

Uma sequel! Sim, esse jogo é uma aventura que acontece logo após ALTTP, com o mesmo Link. Até hoje existem muitas teorias sobre a cronologia da série (que eu queria evitar falar aqui) como a do Angry Vídeo Game Nerd (aqui), e a maioria do povo aceita a idéia de que alguns jogos da série são histórias isoladas, com um Link diferente em um tempo diferente (que é o que eu acredito). Mas Link’s Awakening é uma das sequels, isso sabemos.

Nela o Link tá navegando por um barquinho, e como a fonte diz, “procurando por sabedoria”, até que é atacado por uma tempestade e naufraga numa praia, como é mostrado na intro.

Mais uma vez o gameplay ficou estável, e já estava mais que definido como característico da série. O mestre Jedi, Koji Kondo, mais uma vez mostrou serviço e compôs uma excelente soundtrack.

Esse jogo teve um remake em 1998, pra Game Boy Color, o Link’s Awakening DX. Todo colorido e com uma dungeon extra, e foi o que eu joguei.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time (1998, N64)

É muito fácil falar da perfeição. Muitas pessoas simplesmente não conseguem. Eu acho fácil. No dia 21 de Novembro de 1998 os japas, primeiramente, desfrutaram aquele que é conhecido como o melhor jogo da série. E não é um título desmerecido não. Há todo um retrospecto que favorece esse jogo. Ocarina of Time foi escolhido o jogo do ano, no mesmo ano de lançamento (1998), é tido por muitos sites como “O jogo do século”. Está presente praticamente em todos os top 100 de melhores jogos de todos os tempos, e melhor, sempre em top 5.

Imagine-se em meados 1998, geração 32/64 bits. Você já era fã da série, e já tinha ouvido os rumores deste novo jogo, em 1996. Você fica esperando, dois longos anos para o lançamento. Eu já esperei um Zelda por dois longos anos (Twilight Princess), para no final ver que não foi tudo aquilo que eu esperava. Mas isso não aconteceu com OoT. Era um Zelda 3D, com uma história muito complexa, carismática, e diversas possibilidades que a engine do Mario 64 proporcionava. A história do menino Link pela primeira vez foi levada em consideração, mais do que nas outras aventuras. Agora soube-se que ele era um Kokiri, e aquilo tudo. A interatividade com objetos, NPC’s e tudo o mais era algo impressionante. A quantidade de dungeons, sidequests e desafios que a engine gráfica novinha em folha utilizava, fez com que os pobres (ou sortudos) jogadores ficassem tentando zerar o negócio durante no mínimo umas 60 horas de jogo, imersos em uma história maravilhosa e uma Hyrule linda.

Tem tanta coisa inesquecível e imortalizada em OoT que eu poderia expressar e tomar o espaço de todos os outros jogos. Navi, a sua fadinha, que se tornaria algo típico da série até os jogos atuais, Epona, Ganondorf e os gerudos, o conceito de Hero of Time, a exploração mais avançada do conceito de triforce, e claro, o fato de o Link começar o jogo como um molequinho e, certo momento, se transformar em um adolescente e defrontar com uma Hyrule completamente dominada pelo Ganondorf. Essas coisas tornaram esse jogo muito inesquecível. As melodias da Ocarina, o MALDITO Water Temple (sim, eu fiquei preso! High five!), a batalha final contra o Ganondorf/Ganon (impagável! Brincar de tênis com o Ganondorf, ê laia…e claro, a última espadada no Ganon).

Ocarina of Time, para sempre em nossos corações (estou realmente emocionado, perdi até a linha de raciocínio…realmente não é muito fácil falar da perfeição, hehe).

The Legend of Zelda: Majora’s Mask (2000, N64)

Um que eu não zerei. Uma vergonha? Talvez, mas nunca me senti entusiasmado pra jogar esse Zelda, embora, claro, um dia eu o irei fazer.

Após a explosão intergaláctica de vendas do OoT e seu sucesso estrondoso, veio o Mask of Mujula, que depois virou Majora’s Mask. Esse jogo não foi dirigido pelo Miyamoto, e sim por Eiji Aonuma. Já deu pra perceber que a expectativa em cima do título não era das melhores, embora tenha caminhado às sombras do OoT, devido à utilização da mesma engine, e por ser uma sequel.

A história desse jogo é como uma side quest. Não há Zelda, nem Triforce, nem nada disso. Estranho pra uma sequel do OoT, mas nem tanto por ser dirigido por Eiji Aonuma. A história se resume ao Link adentrando em um mundo paralelo, Termina, enquanto estava a procura de sua fada companheira, Navi. Lá em Termina ele descobre que a Lua está prestes a cair e destruir este mundo, em um período de 72 horas. O vilão é o Skull Kid, que era bonzinho e, ao usar a Majora’s Mask, fica mauzão. Então, nosso herói causasiano peter pan style mudo, Link, precisa salvar o mundo nessas 72 horas e “selar” a MM.

Uma coisa legal desse jogo são as máscaras, que o Link pode usar pra se transformar em criaturas de raças típicas, como Zora e Goron.

Eu prometo que zero, heh.

Os gêmeos: Oracle of Seasons/Ages (2001, Game Boy Color)

Esses são dois Zeldas que eu adoro. Os joguei na época do lançamento, e zerei ambos. Eles são uma “versão melhorada” do Awakening DX. Meteram a Capcom na co-produção desses jogos, e o resultado foi até legal!

Eu não chamo esses jogos de “gêmeos” por acaso. Há uma conexão entre eles. Se você zera um e usar um password dado no fim do jogo, vai alterar algo em um new game em outro. Dá pra comprartilhar informações, itens, e etc. Fomos presenteados também com uma gama de novos itens, NPC’s e três animais, inéditos pra cara jogo, que o Link utiliza na sua jornada pra passar de algumas partes específicas.

Não é difícil de entender o “quê” de cada jogo. No Oracle of Seasons, você possui um item que controla as estações, afetando o fator exploração do world map. Por exemplo, alguns lugares altos só podem ser acessados se você mudar a estação pra Inverno, o que fará com que apareça neve no local, e você possa subir, ou o contrário pra descer. Coisas assim. Você deve deter Onox, um vilão aleatório que seqüestrou Din, o Oráculo das Estações.

O Oracle of Ages é, digamos, o meu preferido. Você controla duas dimensões de tempo, um deles é o passado. É extremamente interessante fazer algo no passado, como por exemplo, explodir uma bomba em um local, ou plantar uma árvore, e ver o que acontece no futuro. Mudar o tempo em determinado local também, e ver que há um item no passado, que no presente não há. Uma coisa meio Chrono Trigger. Nesse Zelda você deve deter Veran, outro random vilain da vida, pra conseguir salvar Nayru.

Os gêmeos são Zeldas que merecem atenção dos jogadores. Não são tão desafiadores (mais ou menos a partir deles eu comecei a perceber a queda na dificuldade dos Zeldas…), mas vale a pena.

The Legend of Zelda: The Wind Waker (2002, Game Cube)

Top 3 da série, pra mim. A pressão em cima do WW era a seguinte: seria finalmente um Zelda que superaria o OoT? (infelizmente isso já virou um paradigma…qualquer Zelda lançado pra console de mesa tem essa tarefa) E outra: gráficos cel-shading? Será que isso vai vingar?

Isso é coisa de conservadores tapados. O que ocorreu na verdade foi que Wind Waker foi o Zelda mais inovador, quando falamos de mudança de ambiente e gameplay desde o Adventure of Link (puts!). Quanto ao “problema” do cel-shading, podemos observar pela primeira vez um jogo da série onde o Link apresenta expressões faciais, como quando faz força pra empurrar um bloco, adicionando mais realismo no negócio.

O jogo é também bastante engraçado, realmente o humor nunca tinha sido explorado tão bem na série, algo que mudou no WW. A história se passa algumas centenas de anos após o Ocarina of Time (mais uma sequel). Não há Hyrule (foi submersa), restando somente um imenso oceano com diversas ilhas. Link é um garoto comum que vive em Outset Island. No seu aniversário de 12 anos ele ganha as vestimentas do Hero of Time (referência ao OoT) da sua avó. Ele conhece Tetra, uma pirata, que o ajuda a resgatar sua irmã, que foi seqüestrada por um pássaro gigante. Em outra parte mais avançada da história, Link falha em resgatar a sua irmã, e é resgatado por um barco falante, o King of the Red Lions, e eu vou parar de contar a história pra não dar spoil.

A “mecânica” principal do WW é sair velejando por aí, explorando o pouco que restou de Hyrule (as ilhas). O ponto mais forte do jogo é a exploração do mar. O King of the Red Lions é um barco a vela (diferente do barco motorizado do Phantom Hourglass, que falarei mais na frente), e pra velejar você precisa do Wind Waker (tãdã!), um artefato que controla os ventos. Daí é só alegria. Existem treasure charts que você consegue no decorrer do jogo pra achar uns tesouros no fundo do mar, além do fato de que esse jogo achou uma utilidade e balanceamento pra quantidade de rupees! Nele, você REALMENTE gasta as rupees, com um monte de coisas (espere até chegar nas triforce charts…você vai passar a odiar o Tingle).

Na minha opinião, mesmo o Wind Waker sendo mais um Zelda relativamente fácil (dungeons não muito desafiadoras, ataques devastadores com o Z target e etc), é o meu terceiro Zelda preferido. Tenho amigos bem próximos que simplesmente odiaram o cel-shading e a temática de velejar por aí explorando ilhas, e simplesmente não conseguem jogar. Eu acho isso uma tremenda macaquice.

The Legend of Zelda: The Minish Cap (2004, GBA)

Esse Zelda passou quase sem feder nem cheirar, devido ao alarde com relação ao Twilight Princess. Mas eu zerei com gosto. É um Zelda bem curtinho, mas tem coisas interessantes relacionadas a gameplay.

Como por exemplo, ao invés da típica “fadinha”, Link tem dessa vez a companhia de Ezlo, um chapéu que reduz o tamanho do Link ao tamanho dos Picori, uma raça minúscula que vive em Hyrule, fazendo-o acessar locais que não são possíveis no tamanho normal. Nesse quesito é onde se concentra a mecânica do jogo, ficar trocando de tamanho constantemente em dungeons e etc.

Outra coisa interessante são as Kinstones. São fragmentos de medalhões que você encontra ao longo da jornada, que juntos (tem o lance da especificidade dos pedaços) podem abrir um local antes secreto, e coisas do gênero.

É um jogo bem curto, zerei em dois dias. A dificuldade é muitas vezes ridícula, mas nada que estrague a diversão. Um ponto negativo é que muitos itens são de uso específico, por exemplo, pra apenas uma dungeon, e você raramente vai usar durante o resto do jogo.

The Legend of Zelda: Twilight Princess (Wii/Gamecube, 2006)

Eu esperei esse jogo desde o seu anúncio, na E3 de 2004. Disseram que iam lançar em Novembro de 2005, mas adicionaram mais um gélido ano de espera, e tive que me conter até o dia 13 de Dezembro de 2006, que marcaria o lançamento pra Gamecube. Isso nem quer dizer que joguei em Dezembro…só fui por as mãos no jogo em meados de Março de 2007.

Esse jogo talvez tenha sido o mais pressionado de toda a série. Uns acham que foi o WW, pelos motivos que citei lá em cima. Mas esse tinha realmente o papel, a obrigação de superar o Ocarina of Time. Todo fã, quase que inconscientemente, esperava isso. Primeiramente porque se tratava não mais de outro cel-shading cartunesco, como o super criticado WW. Isso deixaria o jogo mais próximo da realidade do OoT. Depois, sabia-se que o Link seria um adolescente o jogo todo, e a massa sabe que é uma grande satisfação jogar com o Link adolescente, embora na maioria dos jogos, controlemos uma criança. Outro ponto é que seria um jogo lançado no crepúsculo de uma geração e na aurora de outra. As possibilidades de se fazer um Zelda com todos esses pré-requisitos citados aí, que deixe os jogadores boquiabertos, são bem amplas.

Quando eu joguei o jogo pela primeira vez (na casa de um amigo, antes de ele me emprestar), a sensação foi simplesmente indescritível. O jogo é de fato muito lindo, dentro do contexto da série. Todos os controles são muito bem elaborados, a interatividade com os NPC’s, as quests e tudo o mais. Como eu costumo dizer, quando consegui o jogo e botei no meu Gamecube naquela noite de março de 2007, comecei jogando alegre e satisfeito, lá pro meio do jogo minha cara foi ficando menos alegre, e lá pro final eu já estava sério.

Acabou não sendo tudo o que eu esperei. Mas calma, não vou fazer nenhuma crítica radical a esse jogo. Ele é o meu segundo favorito da série toda. O que acontece é que eu acabei sendo mais um dos que esperou demais por um jogo que superava Ocarina of Time. De fato, esse jogo o supera sim, em vários aspectos, mas não completamente.

Esse jogo não tem (se tem, é bem pouco) aquele toque característico de conto de fadas simplório que todo o Zelda tem. Provavelmente essa era a vontade dos criadores, deixar o jogo meio “dark” e dar uma complexada na história. Mas pra mim (leia de novo, pra mim) ficou complexada demais, e fugiu um pouco do espírito da série.

No início do jogo, você controla o Link, já adolescente. Ele é simplesmente um fazendeiro que vive em Ordon Village, da província de Ordona. Uma hora ele persegue um monstros que raptaram seus amigos, e é levado pro Twilight Realm, onde lá possui uma forma de lobo e é preso no castelo de Hyrule. Uma criatura infernal chamada Midna o ajuda a escapar de sua cela. Ainda lá, eles encontram, claro, a princesa Zelda, que explica que Rei do Twilight, Zant, está tentando unir as duas dimensões (Hyrule e o Twilight Realm), fazendo com que o Twilight tome conta de Hyrule. Aí o Link e a Midna vão tentar impedir isso de acontecer.

Não desmereço a arte do jogo. É simplesmente linda. Mas essa história é levemente tosca. Únicos pontos positivos que eu vejo que essa história trás, são: as áreas do Twilight, que são bem bonitas; O Link em forma de lobo, que é bem legal de manipular e o sistema de teleports que tem no jogo, facilitando a movimentação no mundo GIGANTESCO que é a Hyrule do TP.

Falando do tamanho da Hyrule, pouco antes do lançamento do jogo boatos ecoavam pela Internerd, que diziam que demorava uma hora e meia pra cruzá-la completamente. A CAVALO. Isso soou estranho, e era balela mesmo. O mundo é realmente grandão, demora um pouquinho pra chegar aos lugares ainda sem os teleports, mas cavalgar é, convenhamos, extremamente gostoso nesse jogo (mais que no Ocarina), e isso não foi problema, pelo menos pra mim.

Citando a dificuldade desse jogo, foi o segundo mais fácil que já joguei. O mais fácil até agora é o próximo da lista, e parece que estão diminuindo a dificuldade a cada jogo, isso assusta.

Eu acho que o jogo dispensa mais comentários. Jogue antes de morrer o Zelda que marcou o fim de uma geração e o início de outra. E trave uma batalha épica contra Ganondorf, mais uma vez (opa..spoil.).

The Legend of Zelda: Phantom Houglass (2007, NDS)

Temos aqui uma seqüência direta de Wind Waker, e o atual caçula da série. Ainda temos em foco as viagens por um “Great Sea”, só que dessa vez em um barco motorizado e customizável. Sim, você vai conseguindo peças novas pro seu barco e vai “montando” à medida que o jogo avança.

Navegar nesse jogo tem seus pontos positivos e negativos. No Wind Waker, você tinha que usar o Wind Waker pra controlar o vento na direção onde você quer velejar. No Phantom Hourglass, você simplesmente desenha um percurso a ser seguido pelo barco, e não faz nada além de esperar chegar até o destino. Um ponto pro PH? Talvez. Se você gosta de meter a mão na massa, vai preferir WW. Se você é preguiçoso, vai preferir PH. Mas nem tudo é um mar de rosas. Não significa que você vai desenhar uma rota, seu barco vai ir até lá e você vai poder ficar longe do DS até chegar lá. O mar do PH tem bem mais perigos que o mar do WW. Aparecem uns monstros aleatórios, consecutivamente, e até uns obstáculos pra pular. Isso é bem nonsense, mas foi um meio que acharam de fazer com que você não se afaste do DS enquanto seu barco ta percorrendo o percurso.

A história do jogo simplesmente se baseia, inicialmente, em velejar junto com um pirata imbecil. Lineback, e adquirir os espíritos das fadas malandras (Power, Courage e Wisdom) pra te guiar até o Ghost Ship, onde sua amiga Tetra está presa. Depois de passar três templos no jogo, e conseguir os três espíritos, elas vão te guiar até o Ghost Ship, onde você descobre que a Tetra está transformada em uma estátua de pedra. Pra salva-la, é preciso derrotar o vilão do jogo, o Bellum. Pra isso, é preciso forjar uma espada, a Phantom Sword, com três “pure metals” chamados Crimsonine, Aquanine e Azurine. É, acho que resumi bem.

É muito legal jogar um Zelda no DS. Uso freqüente do microfone (em certas partes você deve gritar no microfone, pra chamar pessoas, ou gritar o mais alto possível, pra adquirir uma recompensa, coisas do gênero), jogo completamente na stylus, que eu achava que seria uma experiência tosca, até jogar. E nunca foi tão divertido usar o boomerang.

Enfim, se puser as mãos em um DS, jogue. É uma ordem direta.

E aqui termina o mega post. Caramba, foram oito páginas de puro texto no word, o maior post da curta história desse blog, e eu espero que algum povinho peculiar leia. Escrevi esse post em dois dias, no primeiro escrevi até o Minish cap, e retornei a escrever uma semana depois. Mais uma vez ressaltando o que já foi ressaltado diversas vezes no texto, muito do escrito lá é, simplesmente, a minha opinião.

Ah, claro que não tirei tudo da minha cachola.

Fontes:

http://en.wikipedia.org

http://www.gamespot.com/

http://www.zelda.com.br/

Se você é fã, leu até aqui. Parabéns! You got a Red Rupee!

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6 comments so far

  1. Akanadin on

    Achei esse post excelente. Parabéns.

  2. thomaz on

    ow…to jogando o zelda weind water e tenho q pega a vela,já procurei em diversos lugares,como q eu pego a vela??

  3. thomaz on

    kk boiei…wind waker

  4. DudeUplimiElerese on

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