BARACK HUSSEIN OBAMA WINS!

Ontem o mundo (ou boa parte dele) parou pra assistir ao primeiro half nigger/afro-american ou como queiram chamar, adquirir a posição de Supremo Imperador Mundial. Eu fui um dos que viu o discurso do loser McCain, que agitava seus braçinhos na direção da multidão, inchando o assoalho bucal bem como um sapo faz, dizendo que fez o que pôde e que fará o possível pra trabalhar ao lado do Imperador. Eek.

Ora bolas, se de um lado temos esse espetáculo deprimente, do outro temos o discurso da vitória, bem mais empolgante. Obama é sem dúvida um bom orador, dá até pra comparar com líderes nazi-fascistas, nesse quesito. Mas só nesse. O povo americano finalmente demonstrou ter o mínimo de bom senso ao por um negróide pra defendê-los em palanques espalhados pelo mundo. E demonstrou, além disso, que confiam naquele cara que, diferente do Bush (noob/imaturo), pode chutar-lhes a bunda bem mais alto do que já estão. Confiam naquele cara pra ajudar a conter a crise. Tá certo…

Obama vai entrar na Casa Branca com atiradores espreitando nos jardins, literalmente. Será mais ou menos essa a sensação. Bolsas caindo em todo canto do mundo, bancos vendendo ações, déficits aparecendo rapidamente.

“Do outro lado do Atlântico”, como disse o nosso Lula, já estão especulando sobre como vão trabalhar com essa crise até 2010. José Serra/Dilma Rousseff que o digam. Esses dois provavelmente vão estrelar espetáculo parecido com o de ontem, aqui em terras tupiniquins. E vamos ver se o país aguenta a crise até lá, só com esse superávit e as milhões de reservas-mito que o Lula teima em citar.

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Colecionáveis de infância!

Esses dias tive a idéia de fazer um post nostálgico sobre a gloriosa e inesquecível época das gamelocadoras, e tenho certeza de que agradaria muita gente. Mas tô sem tempo agora, então resolvi postar um texto, também nostálgico, que escrevi pro Taverna Nerd (meu blog conjunto fracassado) sobre colecionáveis de infância. É tapa buraco mesmo, gtfo. And enjoy the travel.

<Escrito por: Necrudo>

Esse dia eu estava pensando como eu era cheio de “trecos”, quando pequeno. “Quando pequeno” entenda de uns 6~8 anos atrás. Todo bom nerd que se preze coleciona algo. Isso vem de dentro, da alma (se ela existir). Eu possuia realmente uma porrada de tranqueiras que grande parte do povo que ler isso deve conhecer: dezenas de milhares de cartas de magic (um pouco recente, 6 anos atrás…mas ainda válido), tazos de todos os tipos (elma chips, ah…elma chips!) e outros colecionáveis, comuns aos caras de 15 até 18 anos, eu acho.

O primeiro colecionável de que me lembro, o mais memorável…era um que se chamava CAPS. Esse tazo, muito especial por sinal, foi uma febre exatamente há uma década atrás, 1998, quando eu estava na quarta série, assistindo YuYu Hakusho/Dragon Ball e brincando com Geloucos (essa é outra história). Tratava-se de um tazo que vinha de brinde naqueles chicletes PLOC! se não me engano. O motivo do sucesso do CAPS vinha de uma aglutinação de fatores:

1- Era barato demais! Molequinho pedia R$1 da mãe por dia pra “comprar merendinha”, e saía do seu zé dos bombons com nada menos que DEZ tazos e algumas cáries em dias posteriores.

2- O material dessa droga de tazo (droga hoje, porque antes era um artefato que gerava até sangue entre gangues juvenis) era o mais vagabundo possível. O cara que criou aquilo foi muito esperto, admito. Só pra comparação…dava pra entortar um tazo daqueles tão fácil como se entorta uma “capa dura” de um caderno, e sabemos que de dura não tem nada.

3- A temática da coleção CAPS. Se me lembro bem, lançaram essa linha de tazos da em época de Halloween. Logo, tínhamos todo o tipo de bizarrice, terror/horror pop e lendas urbanas, pintadinhas naqueles frágeis CAPS, para o delírio daquelas crianças perturbadas. Imagine só você, criança de 10 anos, comprando tazos “divertidos” e se deparava com ilustraçõs como Jack, o estripador (conheci o personagem no CAPS, inclusive), decepando uma moça e mostrando sua faca ensanguentada, ou então, Jason arrancando a cabeça de uma vítima. Eram coisas assim. The 90’s rulez.

Se liga na sagacidade, insensibilidade e puro descaso com a mente infantil da época.

4- CAPS era simplesmente a moeda de troca da molecada. Era o nosso dinheiro. Ser rico equivalia a andar com o bolso cheio de tazos valiosos conseguidos em trocas sábias ou árduas batalhas de bafo. Aquela deliciosa época coincidiu com uma época do ano em que ficávamos todas as noites sem luz, das 19:00 até umas 23:00. Era simples: a luz ia embora, gritos de todo os cantos do bairro ecoavam (pessoas soltam gritos de alegria quando a luz elétrica vai embora…nunca entendi bem isso) e a molecada convergia pro pátio de alguém com seu bolo de CAPS, que no mundo real geralmente não valia nem R$5. E daí as “negociações”, “desafios” e o escambau, ocorriam. Quando a luz voltava, a meninada exibia as novas aquisições (momento pra zoar os perdedores, também). Pra quê dinheiro, se você pode ter algo bem mais legal, encaixa direitinho na mão, não fede, não rasga fácil e ainda vem com um desenho from hell®?

Esses eram os principais motivos do sucesso de CAPS. Havia um também não citado, mas nem por isso era menos importante: se o seu zé dos bombons ou do mercadinho não tinha troco, ele dava tudo em quê? CAPS, malandro. O troco não era nem seu (sua mãe que mandou você comprar alguma coisa lá no mercadinho), mas você aceitava tudo em CAPS…apanhava da mãe mas teria moeda no crepúsculo.

Impossível não falar em colecionáveis de infância sem mencionar os da Elma Chips! Que hoje são uma droga, admito. Sinto pena dos tolos que foram esperar pra nascer tão tarde.

O negócio dos colecionáveis da EC era diferente. O preço do salgadinho era inviável. Não lembro bem, mas acho que chegava a R$3. Eu estudava em um colégio de freiras, cheio de riquinhos. O que os pobres como eu faziam? Oportunismo. Utilizávamos uma tática milenar aliada aos ensinamentos de Darwin: “os mais adaptados ao ambiente sobreviverão”.

Explicando melhor: os primeiros colecionáveis da EC que eu me recordo (os que foram realmente uma febre) foram as SuperCartas Pokémon. Estratégia sagaz. Na época, a criançada toda estava ligada no anime, e outra parcela de little nerds tava quase “vivendo” dentro de suas fitas de pokémon yellow. Nem preciso dizer que as SuperCartas foram um estouro. Funcionavam da seguinte maneira: 151 cards de pokémon, cada um tinha quatro poderes atrás, com valores, se não me engano, entre 1000 e 2000. Conseguir uma carta do adversário poderia ser feito de duas maneiras: bafo ou duelo de poderes. Se lembra do oportunismo, do parágrafo anterior? Então. Comprei um pacote de salgadinhos, e veio minha primeira SuperCarta, um MewTwo. A mais linda de todas. E como foi de lá em diante? Era só chegar nos moleques riquinhos, que geralmente eram uns gordinhos burgueses com bochecha rosada, lerdos e babões (um dia farei um post só falando do meu ódio para com esse tipo de criança escrota), e por isso, perdiam quase tudo no bafo e choravam feito bebês, para a minha satisfação. Então, começando com um MewTwo e depois de uma tarde tirando carta daqueles aglomerados de adipócitos, lá estava eu com uma pilha de cartas na mão. Algumas coladas com durex, outras bem desgastadas. Mas eu estava pronto pra batalha.

Nostalgia 200%

Eu tinha a moeda. Com CAPS era bem mais fácil fazer a troca do REAL para o tazo. Com as supercartas era mais difícil. É como trocar REAL por DOLLAR. Porque, como já disse, os pacotes de salgadinhos eram caros. Enfim, com meu bolo de cartas na mão, pensei: “finalmente posso duelar com poderes, não preciso mais de bafo…vou ver como é”. Não demorei muito pra descobrir que ninguém duelava dessa forma, pelo simples fato que algum filho da puta tinha duas cartas que tinham 2000 em todos os poderes (tudo maximizado). Eram: Seadra e Starmie. Logo notei, no auge da sabedoria dos meus 12 anos, que o imbecil que criou aquilo não entendia nada de pokémon. Meu MewTwo era mais fraco que uma Starmie. E assim, eu perdi meu MewTwo.

A era das SuperCartas acabou com louvor e deu lugar aos Tazos de Pokémon (primeiros 151). Febre igualmente difundida pelo colégio (bem como na época das cartas, era só andar pelos pátios com um bolo na mão que sempre tinha alguém com um bolo também), onde se aplicava, da mesma forma, a bendita técnica de oportunismo, por ser um brinde dos salgadinhos. Dessa vez, existiam evolutazos, uns que você movimentava e via o pokémon evoluir, na sua frente. Um espetáculo. Qualquer um poderia perder uma hora mechendo um evolutazo do Machop -> Machoke -> Machamp. Sério.

E tem evolutazo aí no meio!

O molecada na época dos tazos já estava mais esperta, e o bafo foi ficando mais disputado. Quem é perito em bafo sabe que a textura de tazos é bem escrota. Eles grudam com água, cuspe…várias técnicas foram desenvolvidas, safados (eu) largavam aquela bela cuspida no tazo pra colar no do adversário, e assim vai. E a era dos tazos foi se esvaindo.

Promoções Coca-Cola. Devo admitir…a Coca-Cola me fez feliz na infância de uma forma que eu nem me lembrava. Era simples: beba Coca-Cola, junte as tampinhas (cada uma vale um determinado número de pontos) e troque pelos brindes colecionáveis, propunham os visionários da empresa.

Só na copa de 98 lançaram duas coleções: Futegudes (bolinhas de gude transparentes, do material mais escroto possível, com uma fotinha do jogador dentro) e uma outra que eu não cheguei a colecionar, que eram estatuetas de caricaturas dos jogadores da seleção.

Outras coleções de destaque da Coca-Cola (colecionei tudo que falo aqui): Geloucos e Gelocósmicos (creio que esses foram uns dos mais marcantes, o material era legal, e dava pra colocar na estante e exibir) e as maravilhosas réplicas de garrafas, que eram réplicas em miniatura de garrafas de Coca-Cola através dos anos. Eu tinha todas. O mais interessante sobre essas réplicas eram as lendas acerca das mesmas. É imaginável que essas garrafinhas por serem réplicas, eram de vidro, e possuíam um líquido dentro. A molecada da época vivia especulando o que era aquilo. Uns diziam que era xarope, outros café, outros diziam que era apenas Coca-Cola, e os já extremistas natos diziam ser veneno. E, adivinha: todo mundo acreditava. Nêgo não bebia aquilo é com nojo.

Geloucósmicos!

Futegudes! Febre da copa, porra.

Passando pelas coleções que eram, no geral, miniaturas, chego nos gibis. Sempre fui viciado em Turma da Mônica (minha coleção tinha coisas realmente valorosas como o Gibizinho da Mônica nº 1, minha maior raridade na época), tinha pra lá de 500 gibis, chutando, isso em pouquíssimo tempo de coleção. Com o passar do tempo fui gostando mais e mais da coisa até ir comprando Zé Carioca e derivados. Vale lembrar que herdei uma coleção de gibis, quando criança. Tinha de tudo: Marvel até Tio Patinhas. Colecionar gibis sempre foi algo que correu nas veias.

E hoje, eu coleciono o quê? Tô tocando três coleções: HQ’s, DVD’s e Video Games/Jogos. Essa última é a mais espendiosa, mas nada que não vá se acumulando com o tempo e um esforcinho no trabalho. E o mais legal é perceber que coleção = investimento, e um dia você vai ver o preço das coisas que você coleciona lááá em cima e dizer: Não vendo, passar bem.

Nova Era.

Desde o início desse mês eu implementei um novo ritmo à minha vida, e está sendo bem interessante. Trata-se de um novo meio de ocupar o meu tempo com coisas produtivas (o que, de fato, não ocorreu nos últimos meses), além de ocupar minha mente quase 100% do tempo em que me mantenho acordado.

É simples: até Julho desse ano, eu acordava na hora do almoço, na maioria dos dias, vagabundava a tarde toda, ia para a faculdade de noite, e ficava acordado até umas 4 da manhã. Não precisou muito tempo para eu perceber que isso estava bem wrong. A medida para isso foi simples: substituir o tempo ocioso por produção.

Mudanças:

-Acordo todos os dias às 6:00 da manhã;

-Estudo até 8:00, jogo até a hora do almoço (all work and no play makes Jack a dull boy);

-Estudo a tarde toda;

-Faculdade;

-Estudo o resto da noite/jogo, após a faculdade.

-Dormir (limite de horário: 1:00);

-Repetição do ciclo.

Resumindo, virei um studyholic. Estudar vicia, acreditem. Ainda mais em doses cavalares.

Quando começo a jogar por muito tempo, ou fazer algo inútil por mais de uma hora, começo a ficar inquieto. “Poderia estar estudando…”

Conhecimento aliado à diversão pode curar muitas coisas. É como aguardente. E tem mais: o título deste post não se refere só a isso. Práticas que ficaram esquecidas em 2007 retornaram: voltei a beber com os amigos às sextas-feiras, meu gosto musical está voltando ao normal, e meu ânimo está voltando ao normal…

Tudo de volta ao normal.

Coleção em perigo.

Readquiri recentemente o hábito de colecionar HQ. Devo dizer que é um hábito deveras saudável, aprazível, um bom jeito de “investir” seu dinheiro, talvez? Muita gente estranha quando eu boto a palavra “investimento” nisso, mas costumo dizer que toda coleção é um investimento futuro. Uma simples edição mensal agora pode valer uma nota daqui a 30 anos, se você ainda estiver vivo…o que não quer dizer que você vai vender, dando-lhe um status de velhinho batuta das HQ’s raras. Sacou?

O maior problema de uma coleção é mantê-la. Eu ainda estou naquela fase de comprador compulsivo, todo início do mês venho da banca com 7 edições mensais debaixo do braço (PUTA QUE PARIU, sim..e eu leio tudo rapidinho), isso dá quase R$50, tirando especiais. São 4 da marvel e 3 da DC, inicialmente eu era um projeto de marvelfag, mas acabei não resistindo à cósmicidade superior da DC, e tive que olhar uns 3 títulos.

Então, mantê-la. Primeiro: espaço. Meu quarto é grande, mas quase que totalmente ocupado. Únicos lugares onde posso colocar algo como um armário de aço  pra arquivá-las são embaixo da TV (que é suspensa) e atrás da porta, o que seria um erro. Até agora, todas estão bonitinhas e cheirosas distribuídas em 3 compartimentos dentro do meu guarda-roupas, que é imenso…mas até quando? ISSO é preocupante.

Outro problema é o dinheiro, folks. Minha fonte de agua de Lindóia tá acabando, e é meio t3nso pedir dinheiro de velha pra comprar gibis, quando a mesma já se referiu a eles como “porcarias”, right? Right. Quando minha fonte acabar, provavelmente vou parar de comprar por um tempo.

Um problema em parar de comprar por um tempo é que quando você volta, volta perdidaço, sem entender porra nenhuma e querendo entender. Daí você vai atrás das edições perdidas em sebos, não acha, depois vai na Internet…orkut! (sim, orkut tem infinitas utilidades) comprar de alguém ou entrar em alguma comunidade pra conversar com alguém que conhece alguém ou um site que venda edições recentes em bom estado, e…bah.

O fato é que estou me preparando pra parar de colecionar por um tempo, a partir de Agosto. Vou ter um dinheiro até ano que vem, claro…pra manter o vício. E pra ver se arrumo um estágio ou outra bolsa, até lá…sem parar de colecionar. Sei lá.

Nem preciso dizer que a coleção de DVD’s vai ficar parada por meses. E com três pra comprar: Hulk, HdF e Batman, heh.

What in the blue fuck is this?

Porra, lembrei que tenho um blog. Fiquei sei lá quantos meses sem atualizar isso aqui, e sem motivo aparente, já que tenho tempo de sobra (e tive mais ainda nessas férias). Aliás, estranho isso de as pessoas dizerem que “não tenho tempo” pra isso e aquilo, não? Como já dizia um antigo professor de história, ou até mesmo o Gandalf (não exatamente nessas palavras): Tempo todo mundo tem, só deve saber o que fazer com ele.

Aconteceu coisa pra cascalho nesses meses, mas nada que mereça ser comentado. Entrei por acaso aqui e vi que tinham alguns comentários novos…as pessoas lêem essa joça. Posts antigos, mas lêem. Aqueles longos, que eu demoro uns 20 minutinhos pra escrever. Aqueles que dizem alguma coisa pra quem procura. Acho que vou voltar a escrever aqui. Sabe como é, não tenho alma de blogueiro, nem de twitteiro (um mini blog por sinal, andei mais lá do que aqui), e etc. Prefiro fazer outras coisas na internétch…e elas tomam o meu tempo todo online. Mas escrever um artigozinho aqui e acolá é bom, não?

Good news pra quem lê ou leu o guia de Frost Mage: voltei a jogart wow, e possívelmente a segunda parte do guia pode sair. Bad news: Tô jogando de druida, por isso o possívelmente.

Ah, um outro motivo de eu ter ficado sem atualizar, foi que juntei com 3 amigos pra fazer um blog conjunto, que não deu certo (durou uns 4 dias, uns 15 artigos…incrivelmente todo mundo parou ao mesmo tempo, em uma tarde ensolarada). Blog em conjunto só vai pra frente quando todo mundo quer. Um virou gay, o outro é ocupado demais (fake), o outro some por um tempão da net, e eu fico na vontade. Além de um motivo pra ficar sem atualizar, é um pra voltar.

Well, back in black?

Ainda no ritmo de Iron Man…

Eu me perguntava, ao sair do cinema, quando o filme dos Vingadores poderia vir a sair. No banheiro do cinema encontrei um cara que ficou lá também até depois dos créditos, e batemos um papo rápido sobre isso. Eu chutei 2010.

E acertei.

Mas não sabia que era um acerto parcial. A Marvel Entertainment anunciou quatro filmes pra 2010 e 2011, e até com data marcada, maluco! Segue:

Iron Man 2 – 30 de abril de 2010

Thor – 4 de junho de 2010

The First Avenger: Captain America (título provisório) – 6 de maio de 2011

The Avengers – julho de 2011

Eu, hein? Isso vai ser legal. E claro, foi anunciado o possível ator que interpretará Steve Rogers, o Cap., no First Avenger (Matthew McConaughey). Sinceramente? Espero que não.

Fonte: http://www.omelete.com.br/cine/

Homem de Ferro ontem…

Post rapidinho pra mostrar meu CONTENTAMENTO com o filme do Homem de Ferro que eu vi ontem, putz grila. Simplesmente sensacional. Não poderiam ter escolhido um cara mais perfeito que o Downey Jr. pra interpretar Tony Stark.

Destaque pras piadinhas aleatórias do filme e algumas cenas gozantes, como ele testando os propulsores das pernas/mãos (hilário), ele vestindo a armadura por completo, em seguida voando e ATINGINDO VELOCIDADE SUPERSÔNICA (PQP!) e etc. E claro, a cena que owna o filme todo, aparição do Stan Lee rodeado por loiras gostosas (e a aparição pós filme também…só uma pessoa que vai ler esse post vai entender isso, hehe). Excelente caras, excelente. Excelente também como eles conseguiram colocar em um único filme, quase 40 anos de Iron Man.

Após os créditos rolou aquela cena bastante comentada, em que o Nick Fury aparece pro Tony na pele de ninguém menos que MESTRE JEDI MACE WINDU, falando sobre os vingadores. Filme dos vingadores em 2010? Eu ainda preferia ele do que um Homem de Ferro 2.

Enfim, pra finalizar:

Para o deleito dos cretinos, hoho.

Ciao.

Mega post: The Legend of Zelda

Posso dizer, com certeza, que não existe e nem existirá uma série de jogos que me atraia mais do que The Legend of Zelda. Zerei a maioria dos jogos estrelados pelo moleque loirinho com sua roupa verde e sua Master Sword, que combate as forças do mal e salva a princesa do vilão, no final. Quando me perguntam se estou esperando algum release, pode contar que sempre vou falar “To esperando um Zelda novo aê”.

Já viciei muita gente em Zelda, também. Tinha amigos que sempre diziam que era um tipo de jogo “infantil” (e foi…até o Twilight Princess), e sempre metiam pau até começarem a adentrar nos confins de Hyrule e desvendar os mistérios e puzzles da cachola do Mr. Shigeru Miyamoto.

É devido à minha profunda admiração pela série e o fato de eu estar jogando o Phantom Hourglass no DS que resolvi fazer esse mega post. Vamos juntos adentrar na maravilhosa saga do nosso amiguinho Link através dos anos, em fantásticas aventuras para salvar a princesa Zelda, over and over again, do terrível mal que assola Hyrule! (Ah, como eu adoro isso…).

The Legend of Zelda (1986, Super Famicon)

E a sorte estava lançada! Ali estava um jogo de um gênero nunca antes desbravado. Ali estava um jogo que podia ser SALVO, vale lembrar. Não era mais um jogo daqueles “jogue rapidinho, tenha uma dor de cabeça súbita e zere, depois de umas horinhas”. Não! TLoZ era um ADVENTURE. Tens idéia de como isso foi absurdamente incrível, na época? A possibilidade de explorar um mundo fictício, conseguir itens/pedaços de coração, explorar cavernas com bosses e itens especiais no final pra ficar cada vez mais forte e repetir tudo de novo até chutar as nádegas rugosas do Ganon era algo muito, muito legal e desafiador. O jogo era tão mágico que até o cartucho foi lançado em uma cor diferente dos demais. Ele era dourado.

Outra coisa interessante é que junto com a fita, vinha uma espécie de guia. Uma coisa comum hoje em dia, mas na época era algo que não era preciso. Até aparecer TLoZ. Imagina o que se passou pela cabeça dos jogadores da época, quando se deparavam com um jogo tão inovador como esse, e com aquele pôster contendo world map, informação de monstros, itens, dungeons e tudo o mais? Imagina aí a sensação que os caras tiverem ao provar aquele gameplay totalmente novo, algo nunca visto, além da possibilidade de SALVAR e continuar a aventura depois. Quando eu falo do Zeldinha (eu chamo carinhosamente de Zeldinha os jogos até o ALTTP) me dá uma inveja desgraçada de quem viveu naquela época. Foi algo realmente histórico, e todo mundo que é aprofundado na história dos vídeo games, sabe disso.

Algo que é bom ressaltar também é a dificuldade de reunir informações sobre o jogo, naquela época. Hoje, qualquer dificuldade em qualquer jogo pode ser resolvida com um rápido acesso no google, digitando: “por favor, limpe minha bunda no jogo X, porque melei a cuequinha na fase Y”. Pra terem uma idéia, na época a Nintendo até proibiu que fossem publicados em revistas uns guias sobre o jogo. Nego tinha que ralar pra avançar. Poisé poisé poisé.

Esse é possivelmente o jogo que eu mais respeito de toda a série, afinal, foi o início, e todo início de alguma coisa de impacto como a série TLoZ é algo a ser lembrado com louvor.

Zelda II: The Adventure of Link (1986, NES)

Estranho. Certamente os magos que criaram a melhor série de jogos de vídeo game de todos os tempos ainda estavam confusos sobre o rumo que o gameplay iria tomar. Esse Zelda II foi lançado 1 ano após o magnífico TLoZ, e foi até famosinho na época, vendendo só 2 milhões a menos que o antecessor.

Mas como falei umas linhas acima, era um jogo muito diferente. O world map era maior que o do primeiro Zelda, e era uma coisa tipo world map de RPG, sabe? Porém as batalhas eram SIDE SCROLLING (puts!), bem como as dungeons, vilas e etc. Tem localizações nesse jogo que não aparecem em mais nenhum Zelda lançado até hoje, deixando a tarefa já enfadonha de posicionar os jogos da série em uma ordem cronológica que tenha algum sentido, um ato quase impraticável.

Nesse jogo, Link tinha que ir matando monstros pra evoluir. Lembra do world map parecido com RPG, a lá Final Fantasy? Poisé, acho que estavam tentando redefinir o gênero. Ainda bem que não vingou.

The Legend of Zelda: A Link to The Past (1991, SNES)

Esse sim! O grito pra fora do abismo (embora na época não parecesse). ALTTP inicialmente era um projeto pra NES, mas como o irmão mais velho do console já tava saindo, o projeto parou e migrou pro fantástico, imbatível e imortal SNES, permitindo um jogo maior e mais complexo.

Foi novamente lançado com cartucho dourado, refletindo aí o quão especial era a coisa (cartuchos dourados e outras coisas douradas relacionadas a Zelda viraram comuns, depois de um tempo). O gameplay do Zeldinha 1 retornou bem mais complexo, e o jogo era visualmente muito bonito. Agora o jogador tinha a possibilidade de explorar dois mundos, ambos gigantescos, e a dificuldade obviamente aumentou com isso. Zelda foi se tornando cada vez mais um jogo que exigia bastante da massa cinzenta do jogador, com seus enigmas e puzzles constantes. A qualidade sonora e musical também era algo impressionante, respect for Koji Kondo. Na minha opinião, esse jogo guarda uma das músicas mais lindas da série, o tema do Dark World. Quem conhece, sabe. Se não conhece, não tem problema.

Embora eu não goste de generalizações, esse Zelda é tido pela maioria como o melhor depois do Ocarina of Time. Está até hoje em top 100 dos melhores jogos de todos os tempos em vários sites de jogos. Pra mim, é um dos melhores. Tenho um carinho muito grande por esse jogo, bem como, acredito, qualquer fã.

Link’s Awakening (1993, Game Boy)

Uma sequel! Sim, esse jogo é uma aventura que acontece logo após ALTTP, com o mesmo Link. Até hoje existem muitas teorias sobre a cronologia da série (que eu queria evitar falar aqui) como a do Angry Vídeo Game Nerd (aqui), e a maioria do povo aceita a idéia de que alguns jogos da série são histórias isoladas, com um Link diferente em um tempo diferente (que é o que eu acredito). Mas Link’s Awakening é uma das sequels, isso sabemos.

Nela o Link tá navegando por um barquinho, e como a fonte diz, “procurando por sabedoria”, até que é atacado por uma tempestade e naufraga numa praia, como é mostrado na intro.

Mais uma vez o gameplay ficou estável, e já estava mais que definido como característico da série. O mestre Jedi, Koji Kondo, mais uma vez mostrou serviço e compôs uma excelente soundtrack.

Esse jogo teve um remake em 1998, pra Game Boy Color, o Link’s Awakening DX. Todo colorido e com uma dungeon extra, e foi o que eu joguei.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time (1998, N64)

É muito fácil falar da perfeição. Muitas pessoas simplesmente não conseguem. Eu acho fácil. No dia 21 de Novembro de 1998 os japas, primeiramente, desfrutaram aquele que é conhecido como o melhor jogo da série. E não é um título desmerecido não. Há todo um retrospecto que favorece esse jogo. Ocarina of Time foi escolhido o jogo do ano, no mesmo ano de lançamento (1998), é tido por muitos sites como “O jogo do século”. Está presente praticamente em todos os top 100 de melhores jogos de todos os tempos, e melhor, sempre em top 5.

Imagine-se em meados 1998, geração 32/64 bits. Você já era fã da série, e já tinha ouvido os rumores deste novo jogo, em 1996. Você fica esperando, dois longos anos para o lançamento. Eu já esperei um Zelda por dois longos anos (Twilight Princess), para no final ver que não foi tudo aquilo que eu esperava. Mas isso não aconteceu com OoT. Era um Zelda 3D, com uma história muito complexa, carismática, e diversas possibilidades que a engine do Mario 64 proporcionava. A história do menino Link pela primeira vez foi levada em consideração, mais do que nas outras aventuras. Agora soube-se que ele era um Kokiri, e aquilo tudo. A interatividade com objetos, NPC’s e tudo o mais era algo impressionante. A quantidade de dungeons, sidequests e desafios que a engine gráfica novinha em folha utilizava, fez com que os pobres (ou sortudos) jogadores ficassem tentando zerar o negócio durante no mínimo umas 60 horas de jogo, imersos em uma história maravilhosa e uma Hyrule linda.

Tem tanta coisa inesquecível e imortalizada em OoT que eu poderia expressar e tomar o espaço de todos os outros jogos. Navi, a sua fadinha, que se tornaria algo típico da série até os jogos atuais, Epona, Ganondorf e os gerudos, o conceito de Hero of Time, a exploração mais avançada do conceito de triforce, e claro, o fato de o Link começar o jogo como um molequinho e, certo momento, se transformar em um adolescente e defrontar com uma Hyrule completamente dominada pelo Ganondorf. Essas coisas tornaram esse jogo muito inesquecível. As melodias da Ocarina, o MALDITO Water Temple (sim, eu fiquei preso! High five!), a batalha final contra o Ganondorf/Ganon (impagável! Brincar de tênis com o Ganondorf, ê laia…e claro, a última espadada no Ganon).

Ocarina of Time, para sempre em nossos corações (estou realmente emocionado, perdi até a linha de raciocínio…realmente não é muito fácil falar da perfeição, hehe).

The Legend of Zelda: Majora’s Mask (2000, N64)

Um que eu não zerei. Uma vergonha? Talvez, mas nunca me senti entusiasmado pra jogar esse Zelda, embora, claro, um dia eu o irei fazer.

Após a explosão intergaláctica de vendas do OoT e seu sucesso estrondoso, veio o Mask of Mujula, que depois virou Majora’s Mask. Esse jogo não foi dirigido pelo Miyamoto, e sim por Eiji Aonuma. Já deu pra perceber que a expectativa em cima do título não era das melhores, embora tenha caminhado às sombras do OoT, devido à utilização da mesma engine, e por ser uma sequel.

A história desse jogo é como uma side quest. Não há Zelda, nem Triforce, nem nada disso. Estranho pra uma sequel do OoT, mas nem tanto por ser dirigido por Eiji Aonuma. A história se resume ao Link adentrando em um mundo paralelo, Termina, enquanto estava a procura de sua fada companheira, Navi. Lá em Termina ele descobre que a Lua está prestes a cair e destruir este mundo, em um período de 72 horas. O vilão é o Skull Kid, que era bonzinho e, ao usar a Majora’s Mask, fica mauzão. Então, nosso herói causasiano peter pan style mudo, Link, precisa salvar o mundo nessas 72 horas e “selar” a MM.

Uma coisa legal desse jogo são as máscaras, que o Link pode usar pra se transformar em criaturas de raças típicas, como Zora e Goron.

Eu prometo que zero, heh.

Os gêmeos: Oracle of Seasons/Ages (2001, Game Boy Color)

Esses são dois Zeldas que eu adoro. Os joguei na época do lançamento, e zerei ambos. Eles são uma “versão melhorada” do Awakening DX. Meteram a Capcom na co-produção desses jogos, e o resultado foi até legal!

Eu não chamo esses jogos de “gêmeos” por acaso. Há uma conexão entre eles. Se você zera um e usar um password dado no fim do jogo, vai alterar algo em um new game em outro. Dá pra comprartilhar informações, itens, e etc. Fomos presenteados também com uma gama de novos itens, NPC’s e três animais, inéditos pra cara jogo, que o Link utiliza na sua jornada pra passar de algumas partes específicas.

Não é difícil de entender o “quê” de cada jogo. No Oracle of Seasons, você possui um item que controla as estações, afetando o fator exploração do world map. Por exemplo, alguns lugares altos só podem ser acessados se você mudar a estação pra Inverno, o que fará com que apareça neve no local, e você possa subir, ou o contrário pra descer. Coisas assim. Você deve deter Onox, um vilão aleatório que seqüestrou Din, o Oráculo das Estações.

O Oracle of Ages é, digamos, o meu preferido. Você controla duas dimensões de tempo, um deles é o passado. É extremamente interessante fazer algo no passado, como por exemplo, explodir uma bomba em um local, ou plantar uma árvore, e ver o que acontece no futuro. Mudar o tempo em determinado local também, e ver que há um item no passado, que no presente não há. Uma coisa meio Chrono Trigger. Nesse Zelda você deve deter Veran, outro random vilain da vida, pra conseguir salvar Nayru.

Os gêmeos são Zeldas que merecem atenção dos jogadores. Não são tão desafiadores (mais ou menos a partir deles eu comecei a perceber a queda na dificuldade dos Zeldas…), mas vale a pena.

The Legend of Zelda: The Wind Waker (2002, Game Cube)

Top 3 da série, pra mim. A pressão em cima do WW era a seguinte: seria finalmente um Zelda que superaria o OoT? (infelizmente isso já virou um paradigma…qualquer Zelda lançado pra console de mesa tem essa tarefa) E outra: gráficos cel-shading? Será que isso vai vingar?

Isso é coisa de conservadores tapados. O que ocorreu na verdade foi que Wind Waker foi o Zelda mais inovador, quando falamos de mudança de ambiente e gameplay desde o Adventure of Link (puts!). Quanto ao “problema” do cel-shading, podemos observar pela primeira vez um jogo da série onde o Link apresenta expressões faciais, como quando faz força pra empurrar um bloco, adicionando mais realismo no negócio.

O jogo é também bastante engraçado, realmente o humor nunca tinha sido explorado tão bem na série, algo que mudou no WW. A história se passa algumas centenas de anos após o Ocarina of Time (mais uma sequel). Não há Hyrule (foi submersa), restando somente um imenso oceano com diversas ilhas. Link é um garoto comum que vive em Outset Island. No seu aniversário de 12 anos ele ganha as vestimentas do Hero of Time (referência ao OoT) da sua avó. Ele conhece Tetra, uma pirata, que o ajuda a resgatar sua irmã, que foi seqüestrada por um pássaro gigante. Em outra parte mais avançada da história, Link falha em resgatar a sua irmã, e é resgatado por um barco falante, o King of the Red Lions, e eu vou parar de contar a história pra não dar spoil.

A “mecânica” principal do WW é sair velejando por aí, explorando o pouco que restou de Hyrule (as ilhas). O ponto mais forte do jogo é a exploração do mar. O King of the Red Lions é um barco a vela (diferente do barco motorizado do Phantom Hourglass, que falarei mais na frente), e pra velejar você precisa do Wind Waker (tãdã!), um artefato que controla os ventos. Daí é só alegria. Existem treasure charts que você consegue no decorrer do jogo pra achar uns tesouros no fundo do mar, além do fato de que esse jogo achou uma utilidade e balanceamento pra quantidade de rupees! Nele, você REALMENTE gasta as rupees, com um monte de coisas (espere até chegar nas triforce charts…você vai passar a odiar o Tingle).

Na minha opinião, mesmo o Wind Waker sendo mais um Zelda relativamente fácil (dungeons não muito desafiadoras, ataques devastadores com o Z target e etc), é o meu terceiro Zelda preferido. Tenho amigos bem próximos que simplesmente odiaram o cel-shading e a temática de velejar por aí explorando ilhas, e simplesmente não conseguem jogar. Eu acho isso uma tremenda macaquice.

The Legend of Zelda: The Minish Cap (2004, GBA)

Esse Zelda passou quase sem feder nem cheirar, devido ao alarde com relação ao Twilight Princess. Mas eu zerei com gosto. É um Zelda bem curtinho, mas tem coisas interessantes relacionadas a gameplay.

Como por exemplo, ao invés da típica “fadinha”, Link tem dessa vez a companhia de Ezlo, um chapéu que reduz o tamanho do Link ao tamanho dos Picori, uma raça minúscula que vive em Hyrule, fazendo-o acessar locais que não são possíveis no tamanho normal. Nesse quesito é onde se concentra a mecânica do jogo, ficar trocando de tamanho constantemente em dungeons e etc.

Outra coisa interessante são as Kinstones. São fragmentos de medalhões que você encontra ao longo da jornada, que juntos (tem o lance da especificidade dos pedaços) podem abrir um local antes secreto, e coisas do gênero.

É um jogo bem curto, zerei em dois dias. A dificuldade é muitas vezes ridícula, mas nada que estrague a diversão. Um ponto negativo é que muitos itens são de uso específico, por exemplo, pra apenas uma dungeon, e você raramente vai usar durante o resto do jogo.

The Legend of Zelda: Twilight Princess (Wii/Gamecube, 2006)

Eu esperei esse jogo desde o seu anúncio, na E3 de 2004. Disseram que iam lançar em Novembro de 2005, mas adicionaram mais um gélido ano de espera, e tive que me conter até o dia 13 de Dezembro de 2006, que marcaria o lançamento pra Gamecube. Isso nem quer dizer que joguei em Dezembro…só fui por as mãos no jogo em meados de Março de 2007.

Esse jogo talvez tenha sido o mais pressionado de toda a série. Uns acham que foi o WW, pelos motivos que citei lá em cima. Mas esse tinha realmente o papel, a obrigação de superar o Ocarina of Time. Todo fã, quase que inconscientemente, esperava isso. Primeiramente porque se tratava não mais de outro cel-shading cartunesco, como o super criticado WW. Isso deixaria o jogo mais próximo da realidade do OoT. Depois, sabia-se que o Link seria um adolescente o jogo todo, e a massa sabe que é uma grande satisfação jogar com o Link adolescente, embora na maioria dos jogos, controlemos uma criança. Outro ponto é que seria um jogo lançado no crepúsculo de uma geração e na aurora de outra. As possibilidades de se fazer um Zelda com todos esses pré-requisitos citados aí, que deixe os jogadores boquiabertos, são bem amplas.

Quando eu joguei o jogo pela primeira vez (na casa de um amigo, antes de ele me emprestar), a sensação foi simplesmente indescritível. O jogo é de fato muito lindo, dentro do contexto da série. Todos os controles são muito bem elaborados, a interatividade com os NPC’s, as quests e tudo o mais. Como eu costumo dizer, quando consegui o jogo e botei no meu Gamecube naquela noite de março de 2007, comecei jogando alegre e satisfeito, lá pro meio do jogo minha cara foi ficando menos alegre, e lá pro final eu já estava sério.

Acabou não sendo tudo o que eu esperei. Mas calma, não vou fazer nenhuma crítica radical a esse jogo. Ele é o meu segundo favorito da série toda. O que acontece é que eu acabei sendo mais um dos que esperou demais por um jogo que superava Ocarina of Time. De fato, esse jogo o supera sim, em vários aspectos, mas não completamente.

Esse jogo não tem (se tem, é bem pouco) aquele toque característico de conto de fadas simplório que todo o Zelda tem. Provavelmente essa era a vontade dos criadores, deixar o jogo meio “dark” e dar uma complexada na história. Mas pra mim (leia de novo, pra mim) ficou complexada demais, e fugiu um pouco do espírito da série.

No início do jogo, você controla o Link, já adolescente. Ele é simplesmente um fazendeiro que vive em Ordon Village, da província de Ordona. Uma hora ele persegue um monstros que raptaram seus amigos, e é levado pro Twilight Realm, onde lá possui uma forma de lobo e é preso no castelo de Hyrule. Uma criatura infernal chamada Midna o ajuda a escapar de sua cela. Ainda lá, eles encontram, claro, a princesa Zelda, que explica que Rei do Twilight, Zant, está tentando unir as duas dimensões (Hyrule e o Twilight Realm), fazendo com que o Twilight tome conta de Hyrule. Aí o Link e a Midna vão tentar impedir isso de acontecer.

Não desmereço a arte do jogo. É simplesmente linda. Mas essa história é levemente tosca. Únicos pontos positivos que eu vejo que essa história trás, são: as áreas do Twilight, que são bem bonitas; O Link em forma de lobo, que é bem legal de manipular e o sistema de teleports que tem no jogo, facilitando a movimentação no mundo GIGANTESCO que é a Hyrule do TP.

Falando do tamanho da Hyrule, pouco antes do lançamento do jogo boatos ecoavam pela Internerd, que diziam que demorava uma hora e meia pra cruzá-la completamente. A CAVALO. Isso soou estranho, e era balela mesmo. O mundo é realmente grandão, demora um pouquinho pra chegar aos lugares ainda sem os teleports, mas cavalgar é, convenhamos, extremamente gostoso nesse jogo (mais que no Ocarina), e isso não foi problema, pelo menos pra mim.

Citando a dificuldade desse jogo, foi o segundo mais fácil que já joguei. O mais fácil até agora é o próximo da lista, e parece que estão diminuindo a dificuldade a cada jogo, isso assusta.

Eu acho que o jogo dispensa mais comentários. Jogue antes de morrer o Zelda que marcou o fim de uma geração e o início de outra. E trave uma batalha épica contra Ganondorf, mais uma vez (opa..spoil.).

The Legend of Zelda: Phantom Houglass (2007, NDS)

Temos aqui uma seqüência direta de Wind Waker, e o atual caçula da série. Ainda temos em foco as viagens por um “Great Sea”, só que dessa vez em um barco motorizado e customizável. Sim, você vai conseguindo peças novas pro seu barco e vai “montando” à medida que o jogo avança.

Navegar nesse jogo tem seus pontos positivos e negativos. No Wind Waker, você tinha que usar o Wind Waker pra controlar o vento na direção onde você quer velejar. No Phantom Hourglass, você simplesmente desenha um percurso a ser seguido pelo barco, e não faz nada além de esperar chegar até o destino. Um ponto pro PH? Talvez. Se você gosta de meter a mão na massa, vai preferir WW. Se você é preguiçoso, vai preferir PH. Mas nem tudo é um mar de rosas. Não significa que você vai desenhar uma rota, seu barco vai ir até lá e você vai poder ficar longe do DS até chegar lá. O mar do PH tem bem mais perigos que o mar do WW. Aparecem uns monstros aleatórios, consecutivamente, e até uns obstáculos pra pular. Isso é bem nonsense, mas foi um meio que acharam de fazer com que você não se afaste do DS enquanto seu barco ta percorrendo o percurso.

A história do jogo simplesmente se baseia, inicialmente, em velejar junto com um pirata imbecil. Lineback, e adquirir os espíritos das fadas malandras (Power, Courage e Wisdom) pra te guiar até o Ghost Ship, onde sua amiga Tetra está presa. Depois de passar três templos no jogo, e conseguir os três espíritos, elas vão te guiar até o Ghost Ship, onde você descobre que a Tetra está transformada em uma estátua de pedra. Pra salva-la, é preciso derrotar o vilão do jogo, o Bellum. Pra isso, é preciso forjar uma espada, a Phantom Sword, com três “pure metals” chamados Crimsonine, Aquanine e Azurine. É, acho que resumi bem.

É muito legal jogar um Zelda no DS. Uso freqüente do microfone (em certas partes você deve gritar no microfone, pra chamar pessoas, ou gritar o mais alto possível, pra adquirir uma recompensa, coisas do gênero), jogo completamente na stylus, que eu achava que seria uma experiência tosca, até jogar. E nunca foi tão divertido usar o boomerang.

Enfim, se puser as mãos em um DS, jogue. É uma ordem direta.

E aqui termina o mega post. Caramba, foram oito páginas de puro texto no word, o maior post da curta história desse blog, e eu espero que algum povinho peculiar leia. Escrevi esse post em dois dias, no primeiro escrevi até o Minish cap, e retornei a escrever uma semana depois. Mais uma vez ressaltando o que já foi ressaltado diversas vezes no texto, muito do escrito lá é, simplesmente, a minha opinião.

Ah, claro que não tirei tudo da minha cachola.

Fontes:

http://en.wikipedia.org

http://www.gamespot.com/

http://www.zelda.com.br/

Se você é fã, leu até aqui. Parabéns! You got a Red Rupee!

The Big Bang Theory

Howard, Leonard, Penny (o contraste), Sheldon e Raj.

Howard, Leonard, Penny (o contraste), Sheldon e Raj.

Faz um tempinho que venho acompanhando a nova série da Warner, The Big Bang Theory, por motivos que dispensam comentários. O sitcom, produzido por Chuck Lorre (Two and a Half Man) e Bill Prady (Gilmore Girls) estreou no Brasil dia 06/11/07, e atualmente está na primeira temporada, com 11 episódios. O próximo sai do forno dia 14 desse mês.

Muita gente não ficou satisfeita com o meio como o “nerdismo” é abordado na série. Acharam por exemplo o Sheldon exagerado demais, as piadas de exatas muito freqüentes e muitas vezes forçadas (isso eu também achei). O que acontece é que no Brasil, aquele tipo de nerd é raríssimo. Aquele esteriótipo é uma coisa que ocorre mais lá pra cima, embora eu me identifique muito com um pouco de cada um personagem (tirando a Penny, heh).

Sem contar que muitas vezes aquilo arremete aos nerds da década de 80, os rotulados exatóides sem vida social (que, embora muitos pensem o contrário, ainda não foram extintos). Sem contar também que nerd hoje é um “emblema” bem complexo, subtipos, subespécies, subtribos (ou seja lá como queira chamar) se formaram, sendo meio difícil delinear as coisas. Mas uma coisa creio que todos podemos concordar: os nerds representados na série são bem clássicos, e já explico o porquê.

A ambientação é bem simples, olhando por cima. Leonard Hofstadter (Johny Galecky) e Sheldon Cooper (Jim Parsons) são dos amigos, físicos (é…) que dividem um apartamento. Os dois são o que podemos dizer de “geniais”. Ambos têm por volta de 26 anos e já possuem doutorado e tudo o mais, adoram trocadilhos de física e outros que exaltem sua inteligência superior (principalmente o Sheldon). Esse ponto eu achei interessante por um lado, e completamente forçado por outro. Poderiam colocar uns nerds comuns ao invés dos dois gênios. E também, como sabemos hoje em dia, genialidade e nerdismo são conceitos que já não andam tão juntos (embora sejam referência).

Protagonistas. Heh.

Os protagonistas. Heh.

Um dia uma vizinha gostosa, loira e comum, Penny (Kaley Cuoco) se muda pro apartamento da frente, e aí que a trama se inicia. Os dois inicialmente não têm a mínima idéia de como interagir com a dona, e ela, muito inocente nesse ponto, nunca entende o que os dois tentam falar, já que são “os gênios” e gostam de “falar complicado” e aquilo tudo. Mas aí que tá um dos pontos mais legais da série: a Penny tentando entender o que o povinho nerd diz. Esse choque de dois mundos é bem interessante, ainda mais quando sabemos que, GERALMENTE, esses dois tipos sociais não interagem. TBBT joga isso na tela, e o resultado é até engraçado.

Primeiro contato...Penny sentando no lugar do Sheldon (parte hilária).

“Penny…thats where I sit.”

Ainda temos os outros dois nerds que completam o quarteto, os também cientistas (duh) Rajesh Koothrappali (Kunal Nayyar) e Howard Wolowitz (Simon Helberg). Vou fazer uma descrição rápida dos tipos:

Sheldon: O meu favorito, o mais genial, engraçado e “all-around”. É, dos quatro, certamente o que tem mais trejeitos e lança mais piadas. Da parte “all-around” refiro-me aos gostos do cara, que abrangem todos aqueles subtipos e afins que citei mais acima. É também o mais sistemático de todos, tem umas manias paranóicas de organização como por exemplo, classificar os cereais na cozinha em ordem crescente de quantidade de fibras, ter um lugar especial no sofá onde só ele senta devido a certos fatores preestabelecidos (quem assistir, verá) e etc. Peça fundamental da série, juro que assisto mais por causa dele.

Leonard: Também é all-around como o Sheldon, porém em menor intensidade. Não tenho muito que falar do Leonard, particularmente acho-o meio sem graça (exceto pelos constantes “crossover” com o Sheldon). Ele é o que arrasta asinha pra Penny, ou seja, é um burro.

Howard: Esse é interessante! Facilmente identificável como o gamer da turma (percebi de cara), logo no primeiro episódio ele aparece usando um cinto com fivela de controle de NES, tenta seduzir a Penny com seu Night Elf Hunter no WoW…no episódio 3, é provavelmente o líder da raid que eles estavam fazendo, também no WoW (um WoW fictício, ta bom) além de trabalhar com Biorobótica, uma coisa acaba puxando a outra. Ele também é o mais ligado em Internet dos quatro, e representante da blogosfera, também. Mora com a mãe, aquele tipo de mãe que trata o filho como se ainda não tivesse asas pra voar, sabe? Por esses motivos me identifiquei bastante com o Howard, exceto pela vestimenta do cara, que é simplesmente bizarra, o fato de ser judeu e ser o galanteador da parada (ou metido a galanteador…).

Raj: Embora eu não vá muito com a cara do Raj, acho que gosto mais dele do que do Leonard. Raj tem um problema psicológico interessante: não consegue falar com mulheres, exceto quando bebe (minor spoil do epi. 8). Como o próprio diz, é o “estrangeiro” da turma, e que por qualquer motivo entende as piadas dos colegas como racistas e etc.

Pra finalizar, aqui vai a lista dos episódios até então:

  1. Pilot
  2. The Big Bran Hypothesis
  3. The Fuzzy Boots Corollary
  4. The Luminous Fish Effect
  5. The Hamburger Postulate
  6. The Middle Earth Paradigm
  7. The Dumpling Paradox
  8. The Grasshopper Experiment
  9. The Cooper-Hofstadter Polarization
  10. The Loobenfeld Decay
  11. The Pancake Batter Anomaly
  12. The Jerusalem Duality (dia 14)

Site: http://www.cbs.com/primetime/big_bang_theory/

The Legend of Zelda – O Filme

Primeiro de Abril…a Internet sempre vira um caos nesse dia (eu particularmente odeio), muitas pessoas perdem a noção do que pode vir a ser divertido e distorçem o negócio. Mas ESSE tipo de brincadeira ali do video é bem interessante.

Se desconsiderássemos o fato de que o video foi feito pela IGN e divulgado no dia 1 de abril, eu seria um dos caras mais felizes do nosso Universo, hoje. Mas, taí…foi feito pela IGN, e é brincadeirinha de 1º de abril (April Fools), e no fim do “trailer”, ainda colocam que a estréia será em 1 de abril de 2009.

Claro que vou comentar um pouco sobre o video, né. Mais uma vez, o cara que produziu esqueceu que o Hero of Time tem uma carinha de boneca em TODOS os jogos, até aqueles que ele é um adolescente, ou vira um. Botar um ator com a barba mal-feita e aquele cabelinho parcialmente enrolado foi um erro, a meu ver. Mas se era brincadeirinha, pra quê fazer perfeito, né? Mas dane-se…foi mais uma escolha errônea, igual outros videos de supostos filmes da saga.

Ah, a barba daquele Ganondorf tá ridícula também. Qual é…material de peruca aquilo, até brilha. Sobre a Zelda, ficou legal até. Pra mim, se forem um dia fazer um filme da saga, seria melhor fazer algo como A Lenda de Beowulf, creio que seria mais fácil chegar a um Link ou um Ganondorf perfeitos usando aquela técnica.

Poisé, TLoZ fans…não foi dessa vez (eu não caí…vi essa video hoje).